11 de julho de 2026
Política

Sebes paga R$ 53 mil por trabalhos de orientação

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

A Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) contratou no último dia 4 de abril, por pregão eletrônico, uma microempresa sediada na cidade de São José do Rio Preto (SP), para desenvolver trabalhos de educação sanitária e ambiental com a população que mora nas proximidades do córrego Água do Sobrado, no qual estão sendo executadas obras de drenagem urbana sustentável com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Para isso, serão desembolsados dos cofres públicos o total de R$ 53.600,00 para o período de um ano de execução das atividades. Segundo Darlene Tendolo, responsável pela Sebes, biólogos da Logística Eventos Rio Preto Ltda. ME, coordenados por uma assistente social da empresa, vão promover visitas domiciliares, atividades em grupo, palestras e uma série de outras atividades para garantir a mobilização da comunidade diante dos impactos ocasionados pela obra.

"Esse projeto técnico social é desenvolvido em parceria entre a Sebes e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma). Trata-se de uma exigência do Orçamento Geral da União para que as famílias afetadas estejam cientes do que está acontecendo no local onde moram", pontua Darlene.

A administração municipal não considera viabilidade da ação ser desenvolvida por equipe interna. A titular da Sebes argumenta que o trabalho de mobilização é importante pela segurança dos moradores, especificamente de crianças. Esse, inclusive, é a principal explicação da secretaria para justificar a contratação de uma empresa particular para a execução do serviço.

"É preciso prevenir para que uma tragédia não aconteça. A informação e a educação são melhores meios para isso. Necessitávamos de urgência para esse trabalho e não tínhamos funcionários suficientes e preparados para desempenhá-lo", explica Darlene.

A secretária acrescenta ainda que serão desenvolvidas atividades que conscientizem a população sobre consumo racional de água e energia, conservação de patrimônio público e privado, bem como controle de doenças endêmicas. Mais de 60 residências devem ser beneficiadas pelo projeto, segundo Darlene.