11 de julho de 2026
Cultura

Diplomata de Bauru fala do imperialismo em livro

Karla Beraldo
| Tempo de leitura: 2 min

Recentemente lançado, "O Imperialismo na Cultura Clássica", escrito por Hilton Catanzaro Guimarães, é um prato cheio para os interessados em relações e direitos internacionais, além de história antiga. Primeiro livro do diplomata bauruense, a publicação discorre sobre a forma de política presente nas relações entre os Estados desde a Antiguidade.

Entre os fins da pesquisa do autor está a compreensão, por meio dos clássicos, do fenômeno imperialista. "Tanto as obras dos grandes autores gregos quanto dos romanos têm uma contribuição indispensável a oferecer a nós modernos para compreendermos o imperialismo", afirma Guimarães, formado na Faculdade de Direito de São Francisco, onde também conclui o mestrado e doutorado.

Segundo o diplomada, apesar de ser uma palavra moderna, o imperialismo remonta às relações existentes desde a Grécia clássica. "O nome é recente, do início do século passado; no entanto; desde que há relações entre Estados existe uma vontade dos mais fortes de suplantar os mais fracos e explorá-los", explica Guimarães.

Para o autor, a principal contribuição da obra é, justamente, demonstrar que o fenômeno do imperialismo sempre esteve presente na história das relações internacionais. "O fato fundamental continua o mesmo: o Estado que é mais forte, mais dinâmico, que se desenvolve mais rápido, que é mais consciente das próprias forças, é um estado que, por um impulso natural, vai tentar dominar os outros", completa.

Para o diplomata, os antigos, no entanto, estavam um passo à frente de nós, modernos. "Eles não nutriam ilusões a esse respeito. Hoje, as pessoas se enganam, consideram que o direito internacional, por exemplo, veio por limites na vontade de dominação de outros Estados; mas nada disso afasta o fenômeno primordial e fundamental das relações internacionais que é a capacidade do mais forte de poder impor a sua vontade aos demais", finaliza Guimarães que, por 10 anos, estudou a língua grega. "Isso me permitiu ler e reler obras importantes no original", destaca.

Guimarães ingressou na carreira diplomática em 1999, serviu nas Embaixadas do Brasil em Moscou e Roma entre 2003 e 2009. Atualmente, trabalha no Ministério das Relações Exteriores em Brasília.