Madri - Dezenas de milhares de pessoas intensificaram ontem protestos contra a situação econômica da Espanha e a classe política do país e prometeram desafiar a proibição pela Justiça de atos hoje, véspera das eleições regionais.
Desde o início da semana, "os indignados", como são chamados, mantiveram ocupadas praças das principais cidades, numa onda de revolta devido ao desemprego e às duras medidas de austeridade tomadas por Madri.
Durante a semana, autoridades locais tentaram proibir acampamentos em locais públicos, mas não foram atendidas pelos manifestantes.
Ontem, foi a vez de a comissão eleitoral espanhola proibir os protestos previstos para amanhã.
Embora formado sobretudo por jovens -os mais atingidos pela recessão-, os atos têm atraído desempregados de meia idade e pessoas mais velhas simpáticas à causa.
Tragada pela crise da dívida que assola a Europa, a Espanha possui o mais alto desemprego do bloco, 21,3%, sendo que entre os jovens a taxa chega à casa dos 45%.
Pela legislação do país, não são permitidos atos políticos em vésperas de eleição. A campanha política termina oficialmente hoje.