09 de julho de 2026
Internacional

Ex-diretor do FMI deixa prisão em NY sob fiança

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Nova York - Recusado por seus ex-futuros vizinhos, Dominique Strauss-Kahn deixou ontem sob fiança milionária a prisão em Nova York.

O ex-diretor-gerente do FMI inicialmente ia para um apartamento alugado por sua mulher por US$ 14 mil mensais.

O prédio decidiu recusá-los, pressionado por vizinhos incomodados com o assédio da imprensa e com a presença de seguranças.

Agora, ele vai para uma residência temporária (provavelmente na região de Lower Manhattan) até que consiga fechar um contrato para um lugar permanente.

Acusado de atacar sexualmente uma camareira de hotel em Nova York na semana passada, o francês pagou US$ 1 milhão de fiança e depositou em juízo mais US$ 5 milhões.

Ele terá que ficar praticamente todo o tempo em casa, usando uma tornozeleira que monitora seus movimentos e vigiado por vídeo e um segurança armado -o que lhe custará US$ 200 mil ao mês.

Strauss-Kahn agora só poderá sair de casa para ir ao tribunal, visitar seus advogado ou por motivos médicos, além de ter direito a uma vez por semana ir a algum lugar de oração.Para que o juiz aceitasse o seu pedido de fiança, ele teve ainda que renunciar ao direito de não ser extraditado.

Pensão "modesta"


A autorização foi criticada ontem pelos procuradores do caso, que alegam que os valores da fiança não garantem que Strauss-Kahn não vá deixar os EUA.

O ex-dirigente do FMI conta com um patrimônio razoável, mas sua mulher, a jornalista Anne Sinclair, tem mais dinheiro (é neta e única herdeira do marchand Paul Rosenberg, que trabalhou com artistas como Picasso).

Strauss-Kahn, que anunciou quarta-feira sua renúncia ao comando do Fundo, vai receber pagamento inicial de US$ 250 mil como indenização pelo rompimento. Depois disso, vai receber "modesta pensão anual??, segundo o FMI, que disse que não revela salários dos funcionários, mas afirmou que será um valor inferior ao da indenização inicial.

De acordo com o mais recente relatório financeiro da instituição, Strauss-Kahn recebeu salário de US$ 442 mil no ano passado, além de ajuda de custo de US$ 79 mil.

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Turco desiste de pleitear FMI


Paris - O ex-ministro das Finanças turco Kemal Dervis, tido como o mais forte nome de fora da União Europeia para suceder Dominique Strauss-Kahn, anunciou que não concorre à direção do FMI.

A desistência fortalece a atual ministra das Finanças da França, Christine Lagarde. Além disso, torna mais improvável que seja atendido agora o pleito dos países em desenvolvimento para que o chefe do organismo pela primeira vez não venha da UE.

O jornal "NYT?? noticiou que ele teve um caso com uma subordinada quando atuou no Banco Mundial. A revelação estabelece paralelo com a biografia de Strauss-Kahn.