Um receita básica de combate à proliferação do mosquito da dengue ditada pela Secretaria Estadual da Saúde vem sendo seguida a risca pelo município de Jaú, garante o secretário da pasta, Abdala Atique. "O Estado projetou para este ano que 1% da população teria dengue no município. Este percentual significa pelo menos 1.300 pessoas doentes. Eu acredito que vamos ter uma vitória nesse setor porque estamos fazendo a lição de casa."
Visitas domiciliares, às vezes mais de uma vez ao mês, dependendo do caso. As resistências de dificultar o acesso às residências são respondidas com o recurso da notificação seguida de multa. Depósitos de reciclagem, pneus, ferro velhos são visitados com mais frequência. Os hospitais com Pronto-Socorro são inspecionados semanalmente e o Hospital São Lucas onde foi encontrado um foco de Aedes é ?vigiado? constantemente. Casos notificados como positivos disparam a busca ativa e a nebulização. Esta foi a fórmula usada pelo secretário que assumiu o cargo em setembro do ano passado.
"Fazemos a parte educacional com panfletos, alerta aos veículos de comunicação, carro de som e cartazes afixados em todos os locais onde há visitas públicas, supermercados, farmácias, postos de saúde etc. A população responde aos nossos pedidos. Nas proximidades do Largo do Silvério, eles se reuniram e um ?vigia? o outro para não deixar acumular lixo, de qualquer espécie."
No ano passado, segundo Atique, foram 546 notificações para 328 casos positivos, sendo 15 importados, um total de 344. Cerca de 203 deram negativos. "Este ano, foram 229 notificações até a última semana, 56 positivos sendo oito positivos importados, num total de 64. Os importados foram de Bauru e Araraquara. Já tivemos casos importados de Marília, de Serrana, região de Ribeirão Preto, e um caso do Guarujá. Todos casos clássicos. Não tivemos morte, nem algum que evoluiu para dengue hemorrágico."
Para afastar a possibilidade de jauenses irem ?buscar? a doença em outras cidades, o secretário orienta: "Nossa maior preocupação é com os deslocamentos. Nossa orientação para estudantes e pessoas que se deslocam diariamente para áreas onde a doença atingiu o patamar de epidemia é que use repelente. Pessoas que se deslocam à baixada santista e Bauru principalmente."