08 de julho de 2026
Geral

Educação é senha contra crime virtual

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 2 min

Muito valiosos, dados que trafegam na web tanto podem facilitar nossa vida quanto também devastá-la. "Assim como ouvimos falar muito dos casos de pessoas que recebem ligações de celulares estranhos, com golpes e ameaças, na Internet também existe isso", enfatiza Tiago Amôr, gerente da Lecom, empresa especializada em soluções tecnológicas. "Bancos nunca solicitam para você clicar em algum link. Principalmente quando o assunto é senha, atualização de cadastro e afins. Não caia nesse truque", acentua.

Especialista em segurança da informação pela Universidade Federal Fluminense, Ivan Leal Morales adverte que no País, atualmente, é escasso o número de empresas que, de fato, se preocupam com o risco de invasões.

A atenção à exposição de sistemas internos contra invasores, de acordo com o especialista, deve transcender às atribuições das equipes de TI. "Todos os funcionários, de A a Z têm de estar envolvidos", observa. "É uma questão que atinge todos, de cima para baixo. Mas as diretorias têm que comprar a ideia e infelizmente não se investe em educação", lamenta.

Deletar é a ordem

Falsários, explica Ivan, na tentativa de camuflar suas reais intenções sempre usam como máscaras as logomarcas de empresas ou instituições de referência, principalmente bancos ou órgãos governamentais, como o Detran, por exemplo. No entanto, observa, é possível verificar a real origem da mensagem com um procedimento simples e seguro (veja quadro explicativo). Muitas vezes, complementa o especialista, os verdadeiros endereços são hospedados até mesmo fora do Brasil, tudo para dificultar o rastreamento. Na dúvida, a recomendação também é sucinta: acione o delete sem só.

Contudo, mesmo quando a fonte é conhecida podemos também cair em golpe. Qualquer pessoa, explica Morales, pode mandar involuntariamente e-mails nocivos, a partir do momento em que, ingenuamente, se cadastra em algum site de interesse na web. "Pode ser qualquer página que pede os dados. A partir do momento em que se cadastra um e-mail, o mesmo vai parar em bancos de dados que, não raras as oportunidades, acabam vendidos", acentua.

Uma vez nas mãos de usuários mal intencionados, os endereços eletrônicos alheios podem se tornar "hospedeiros" de mensagens perigosas, também enviadas aleatoriamente e em nome de terceiros conforme programas nocivos são instalados assim que mensagens, não menos suspeitas, são abertas, numa teia virtual, com estragos mais do que reais. (LB)


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