Nos dias 15 e 16 de maio, algumas professoras da Rede Municipal de Ensino de Bauru participaram de um Congresso na cidade do Rio de Janeiro (Alfabética - Rio), onde permanecemos das 7h30 até 19h30 no sábado e, no domingo, das 8h até as 16h no local do evento, participando das palestras, mesas redondas e mini-cursos. Fomos agraciadas com as presenças de F. Capovilla, Artur G. Morais, Geraldo Mendonça, Josette Jolibert, Ana Kaufman, Marilda Condé, cientistas e estudiosos, entre outros. Muito nos enriqueceu buscando nas teorias desses renomados cientistas aperfeiçoar nossa prática pedagógica e assim melhorar a qualidade de ensino das nossas crianças. Por que no Rio de Janeiro e não em Piratininga? Porque ninguém em Piratininga organizou um evento desta grandeza para mais de 500 participantes. Por que no RJ e não em Bauru? Porque acreditamos que os administradores e a secretária municipal, primeiramente, estão buscando melhorar as condições estruturais aqui na nossa cidade, visto que nosso prefeito muito tem valorizado nossa educação no que diz respeito aos alunos bem como aos professores.
Certo meio de comunicação impresso, não este que faço uso para colocar a lamentável opinião do jornalista e também nossa lástima em saber que o mesmo faz julgamento a priori dos fatos certificados, questionou "o por quê ir tão longe?" fazendo o seguinte comentário devido ao fato de ser no RJ: "vamos ver se elas vão voltar moreninhas".
Caro editor, não deixe seus "jornalistas" fazerem pré-julgamentos. Converse com eles sobre assertividade, respeito ao próximo "aquele que não tiver pecado atire a primeira pedra", (e olha que ninguém pecou ali, não falamos mal de ninguém, não julgamos ninguém...), sobre jornalismo profissional e ética (postura necessária a todo profissional).
Nós poderíamos ter ido ao Rio de Janeiro e voltarmos com uma "corzinha", porque ali todo mundo era livre e independente, ao mesmo tempo responsáveis e profissionais, tínhamos o horário do curso, mas quem quisesse poderia levantar as seis da manhã, ir caminhar à beira-mar, voltar para o hotel, tomar um banho e ir para o Congresso (claro que com os seus próprios recursos, pois tínhamos transporte para nos levar do hotel para o local do evento e do local do evento para o hotel). A noite era livre para passear. Fomos a trabalho, mas vivos e livres, não tínhamos tornozeleira penitenciária.
Viajamos 13 horas durante a noite, ida e volta. Felizes e unidas, amparadas por Deus e guiadas por pessoas de competência que quer profissionais capacitados, competentes, atualizados sobre as novas metodologias de ensino e promotores de uma educação eficiente. Que Deus nos abençoe para continuarmos sendo pessoas formadoras de pessoas!
Obrigada professora Vera Casério e prefeito Rodrigo Agostinho por acreditar nos profissionais da educação. Obrigada a Sara e Alessandra por nos acompanhar.
Especialistas em educação dos 1º. e 2º. Anos do EF de Bauru