07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

? Limite para tudo

Na pressa de ver canteiros de obras instalados pela cidade, talvez em função da aproximação do ano eleitoral, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) comete um perigoso exagero que atenta contra o zelo pela coisa pública ao admitir privatizar até a fiscalização de obras. Há limites para a atuação do homem público e eles devem ser respeitados. O ato de fiscalizar uma obra feita com o dinheiro público deve ser única e exclusivamente da prefeitura.

? Deveres do gestor

Se o problema é a falta de fiscais, outro dever do gestor eleito pela população é o do planejamento, o de prever necessidades e provê-las da forma mais racional e coerente possível. Para isso um mandato tem quatro anos de duração. Por que não se contratou antes uma equipe de fiscais que, aliás, fazem falta não apenas em canteiros de obras, mas, acima de tudo, para fiscalizar abusos, como gente que praticamente "cria" mosquitos da dengue, entre outros?

? Uma medida imoral

Se não é ilegal, é imoral a contratação pela prefeitura de empresa privada para fiscalizar as obras executadas por outra empresa particular nas reformas, ampliações e construções de escolas da rede municipal de ensino. Transferindo todas as suas obrigações, em breve o poder público poderá deixar de existir. Não terá mais sentido ter uma máquina administrativa com 6 mil pessoas e ainda assim repassar o dever para terceiros.

? Olho nas eleições

Além disso, fica explícito o interesse eleitoral do prefeito Rodrigo Agostinho no objetivo de concluir a reforma de 40 unidades de ensino até o ano que vem. Nessa hora, vale tudo e, mais uma vez, a farra com os gastos públicos toma conta da administração municipal. Muito bom se fazer escolas, mas com respeito ao patrimônio que é de todos. Não é preciso loucura com o dinheiro municipal para mostrar em um ano o que não se fez em três.

? Lojistas e Calçadão

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Bauru (CDL), Sérgio Motta, admite que o grupo está interessado em assumir a administração do Calçadão da Batista de Carvalho e deve se reunir em breve com a prefeitura para aprofundar detalhes de como funcionaria a gestão do local. Ele garante, porém, que as tratativas ainda não começaram. É preciso mesmo uma solução para o local, um dos cartões postais da cidade.

? Morosidade pública

Motta explica que os lojistas consideram a possibilidade de assumir o Calçadão porque estão insatisfeitos com a demora do poder público para realizar reparos necessários na área devido à necessidade do município em promover licitação para executar melhorias. A Prefeitura de Bauru passou a ser a responsável pelo local neste ano, após a Associação das Empresas do Calçadão (AEC) não renovar o convênio com a administração.

? Panela de Pressão

Sem discutir o mérito da ocupação do tradicional ginásio, que precisa ser recuperado, a cada dia fica mais esquisita toda a história envolvendo o aluguel e a reforma da Panela, principalmente em relação ao projeto confuso e desnecessário enviado pelo Poder Executivo aos vereadores. Na edição de hoje, o JC mostra também que todo o complexo Alfredo de Castilho foi e continua tendo origem em recursos públicos.