Adelino Ramos foi morto a tiros na cidade de Vista Alegre do Abunã, onde presidia o Movimento Camponeses Corumbiara e a Associação dos Camponeses do Amazonas. Ele morava em um assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que lutava para regularizar sua produção.
Em nota, a Secretaria de Direitos Humanos e a Secretaria-Geral da Presidência informaram, citando lideranças locais, que Ramos já estava sendo ameaçado por madeireiros.
Segundo a nota das secretarias, Ramos era sobrevivente do massacre de Corumbiara, conflito entre policiais e camponeses ocorrido em 1995, em Rondônia.
O comunicado manifestou repúdio e indignação ao assassinato e afirmou que uma investigação mais enérgica do caso foi solicitada às polícias Federal e Civil de Rondônia.
Também nessa semana o líder extrativista José Cláudio Ribeiro da Silva e sua mulher, Maria do Espírito Santo, foram executados no Pará. A presidente Dilma Rousseff pediu à Polícia Federal uma investigação do caso.