09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A Vila Falcão foi feita de samba


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Sempre tive um carinho muito especial pela Vila Falcão e já tornei isso público varias vezes. É onde residi por alguns anos, desfrutei de grandes amizades e pude conhecer a minha querida Mocidade Independente de Vila Falcão, escola de samba que ainda hoje trago no peito e visto a camisa.

Afastado do carnaval devido à parada que se deu e prometendo a mim mesmo que não iria mais participar, senti que o coração falou mais alto e resolvi voltar há quatro dias do carnaval. Fui junto com um amigo e, acreditando que a quadra da escola estava cheia de gente, como era antigamente. Ao chegar lá, por volta das 21h, para minha decepção, encontrei a quadra vazia, escura e abandonada. Percebi que naquele momento era só o meu coração que batia. Por um momento fechei os olhos e uma lágrima escorreu pelo meu rosto. Foi quando perguntei a mim mesmo: o que fizeram com a minha Mocidade?

Voltando à realidade, observei um grupo de rapazes e perguntei a onde a Mocidade estava ensaiando. Um deles, sem ter a resposta e ouvindo um batuque não muito longe dali, me respondeu a Mocidade estava ali. Chamei meu amigo e corri para lá, chegando realmente a uma família unida, engajada em um único objetivo. Vamos pelo samba, afinal, era a família Pé de Varsa encontrando vários integrantes da Mocidade.

Improvisei uma canção da Alcione, "Não deixe o samba morrer , não o samba a acabar //a Vila Falcão foi feita de Samba e é aqui mesmo que eu vou ficar".

O objetivo desta carta não é criticar quem quer que seja, até mesmo porque fugi dos meus princípios. Quero mostrar que eu também quero, e muito, a Mocidade de volta. Como nos velhos tempos.

Solimar Martins