11 de julho de 2026
Política

CGU diz que não tem poderes legais para investigar Palocci

Da redação JCNet
| Tempo de leitura: 1 min

A Controladoria-Geral da União (CGU) informou ontem (30) que não tem poderes legais para investigar a evolução patrimonial do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci.

Segundo a CGU, "não está entre as suas atribuições legais a instauração de investigação patrimonial por fatos envolvendo membros ou servidores de outros Poderes ou anteriores à nomeação no Poder Executivo Federal".

Palocci está prestando esclarecimentos formais à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre seu aumento patrimonial e a atuação da consultoria Projeto, empresa que ele comanda desde quando se desligou do governo Lula em 2006.

Entre 2006 e 2010, segundo o jornal Folha de S. Paulo, o ministro teria aumentado seu patrimônio em 20 vezes. Aos senadores petistas, Palocci disse que foi muito bem remunerado por palestras e consultorias e que não divulgaria a lista de clientes da empresa por força de uma cláusula de confidencialidade dos contratos.

A oposição exige que o ministro dê explicações públicas e tenta coletar assinaturas no Congresso para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista para investigá-lo. Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff lamentou a "politização" das denúncias e disse que Palocci está prestando as informações necessárias aos órgãos de controle.

Palocci também é alvo de vários requerimentos de convocação no Congresso e a oposição tenta levá-lo a várias comissões nas duas Casas para que ele se explique. Até agora, a base aliada tem derrubado os pedidos dos oposicionistas.