Após uma investigação de aproximadamente 10 meses, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Bauru, por meio de uma força-tarefa com o apoio das polícias Federal, Civil e Militar, e da Receita Estadual, desmontou uma quadrilha de receptação que atuava em uma retífica de motores na cidade.
A deflagração da operação ocorreu ontem por volta das 8h da manhã. Na ocasião, os policiais, munidos de mandados de busca e apreensão, descobriram que a quadrilha agia por intermédio de uma retífica localizada na quadra 2 da rua Professora Prosperina de Queiroz, no bairro Jardim Pagani.
"Era uma quadrilha de receptação de equipamentos e componentes automotivos, principalmente de motores. Essa retífica em questão era responsável pelo transporte e pelo recebimento dos produtos de origem ilícita, como roubados ou furtados", afirma o promotor do Gaeco Rafael Abujamra, que juntamente com o também promotor Luciano Gomes de Queiroz Coutinho, coordenaram as investigações.
Ontem, as diligências foram feitas em nove localidades e resultaram na prisão de três pessoas. Um deles, Francisco de Assis da Silva, 50 anos, foi preso em Barretos. Outros dois acusados - um homem de 32 anos e outro de 21 - foram detidos em Bauru, porém, segundo o promotor Rafael Abujamra, como estão colaborando com as investigações, a identidade de ambos será preservada.
O promotor ainda aponta que há quatro pessoas foragidas, entre elas o suspeito de ser o líder da quadrilha, Rogério Campos, 41 anos. Também são procurados pela Justiça Cibele Regina dos Santos Florencio, 30 anos, Jonatas Rafael da Silva, 28, e Michael Douglas Delgado, 34.
"Todos estão com mandados de prisão decretados e são acusados de serem integrantes da quadrilha. Estamos aguardando que se apresentem ou que sejam capturados pelos policiais", explica.
Entretanto, mesmo com os quatro foragidos, o Gaeco ressalta a importância do desmantelamento da quadrilha. "Certamente, é uma das maiores quadrilhas de receptação da região. Essa atividade criminosa incide diretamente em questões como furto de veículos e roubos de caminhões não só aqui como também em nível interestadual", completa o promotor do Gaeco de Bauru Rafael Abujamra.