Belgrado - O ex-general bósnio-sérvio Ratko Mladic, 69 anos, foi extraditado ontem para a Holanda, onde será processado por genocídio no tribunal de crimes de guerra da ONU, em Haia.
Mladic estava foragido havia 16 anos, desde que foi acusado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) para a ex-Iugoslávia de ordenar o massacre de 8 mil muçulmanos na cidade de Srebrenica e o cerco de 43 meses a Sarajevo, na Guerra da Bósnia, entre 1992 e 1995.
Ele pode ser submetido entre hoje e amanhã a uma audiência inicial com três juízes do TPI - um holandês, um alemão e um sul-africano - na qual pode alegar ser inocente ou culpado, ou ainda pedir 30 dias de prazo para dar a resposta.
Se admitir culpa, os juízes podem dar uma sentença em um prazo curto. Já se alegar inocência, seus advogados terão tempo para analisar provas e formular uma defesa contra acusações de genocídio, crimes de guerra e contra a humanidade. Nesse caso, o início do julgamento pode levar meses.
Mladic havia sido preso em uma fazenda no norte da Sérvia na última quinta-feira e levado à Justiça de seu país, que decidiu pela extradição.
Advogados de defesa de Mladic ainda tentaram apelar da decisão, argumentando que o ex-general não tinha condições de saúde para ser submetido a julgamento. A Justiça sérvia negou o recurso ontem.