O Centrinho (Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais) e o Hospital Estadual (HE) estão entre os dez melhores hospitais do Estado de São Paulo, segundo nova Pesquisa de Satisfação dos Usuários do SUS (Sistema Único de Saúde), promovida pela Secretaria de Estado da Saúde. O primeiro pegou oitava colocação, com nota 9,477. No ano passado, estava em quarto. Já o HE foi classificado em décimo lugar - avaliação de 9,449 - uma posição acima do ano passado, quando ficou em 11º. O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) "Octavio Frias de Oliveira", unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, é o melhor hospital público do Estado. Recebeu avaliação 9,652.
Responderam à pesquisa 204,4 mil pacientes atendidos entre julho e dezembro de 2010 em 630 hospitais e centros de saúde de todo o Estado. O objetivo do projeto é monitorar a qualidade de atendimento e a satisfação do usuário, reconhecer os bons prestadores, identificar possíveis irregularidades e ampliar a capacidade de gestão eficiente da saúde pública, informa a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde.
Os usuários receberam formulários e puderam encaminhar suas respostas por carta, Internet e telefone, avaliando quesitos como a satisfação com o atendimento prestado por médicos e outros profissionais, qualidade das instalações onde o paciente foi internado, acolhimento dado pelo hospital aos pacientes e familiares e tempo de espera para internação, entre outros quesitos.
Cada formulário respondido gerou uma nota. Para o Icesp a nota média obtida foi 9,65. O segundo colocado na pesquisa foi o Hospital Estadual de Américo Brasiliense, também da Secretaria, com média de 9,62, e o terceiro foi o Hospital do Câncer de Barretos, com nota 9,60.
Com cerca de 500 leitos, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo foi inaugurado em maio de 2008. É o maior centro especializado em oncologia da América Latina. No ano passado, realizou cerca de 11.000 internações.
Uma das características essenciais do Icesp é a inovação na assistência prestada, que permite ao paciente ter todas as fases de seu tratamento, a partir do diagnóstico até a reabilitação, integradas em um único local. Atualmente o instituto possui cerca de 50 projetos na área de humanização do atendimento a pacientes, familiares e funcionários.
"Esta pesquisa é fundamental para que tenhamos um panorama sobre o nível de satisfação dos pacientes em relação à qualidade dos hospitais públicos, não somente os mantidos pelo governo, mas todos aqueles que prestam assistência pelo SUS no Estado. Os dados são importantes indicadores que norteiam a gestão da saúde paulista", diz o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Giovanni Guido Cerri.
Pacientes dão nota 8,9
para o SUS paulista
Os pacientes dos hospitais públicos do Estado de São Paulo dão nota 8,86 ao SUS (Sistema Único de Saúde). É o que também aponta a Pesquisa de Satisfação dos Usuários do SUS realizada pela Secretaria de Estado da Saúde, com 204,4 mil pessoas. O levantamento ouviu pacientes internados em 630 instituições hospitalares que atendem pela rede pública no Estado, no período entre julho e dezembro de 2010. A nota média é melhor do que a verificada em 2009, que foi de 8,65.
Além do serviço de internação, as maternidades da rede pública paulista também melhoraram na avaliação dos pacientes. A média obtida foi de 7,98, contra 7,79 em 2009. Por meio da aplicação de um questionário, respondidos pelos pacientes por meio de carta-resposta, internet e telefone, a pesquisa de satisfação dos usuários SUS conseguiu apontar outros marcadores de avaliação da qualidade do serviço.
Em relação aos pacientes internados, 92,5% apontaram como ótimo ou bom o atendimento médico realizado, 89% aprovaram o serviço de enfermagem e 86,8% relatam como ótima ou boa a estrutura, a conservação e a limpeza de quartos, enfermarias e UTIs das unidades. Além disso, 85,9% aprovaram a sinalização e localização dos quartos e 89,1% classificaram como ótimo ou bom os horários de visita, informa a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde.
Sobre as maternidades, 84,1% das pacientes avaliaram como excelente ou boa a equipe de médicos e enfermeiros e 83,6% aprovaram a estrutura de quartos, enfermarias e UTIs oferecidas pela rede pública de saúde de São Paulo. No quesito maternidade, a Santa Isabel de Bauru, no entanto, não ficou entre as dez melhores classificadas. A edição de 2010 da Pesquisa de Satisfação dos Usuários SUS também avaliou outros serviços, como as farmácias públicas de medicamentos especializados e serviços que realizam procedimentos de alta complexidade, como quimioterapia, radioterapia, hemodiálise, transplantes e cateterismo.
Dos pacientes que realizaram procedimentos complexos, 93,7% indicaram como excelente ou bom o trabalho executado por médicos e enfermeiros. Além disso, 67% dos pacientes conseguiram agendar seus procedimentos em até 20 dias após o pedido do médico, e 24% deles agendaram para o dia seguinte.
Com relação aos medicamentos especializados, 89,8% dos pacientes indicaram como excelente ou bom o atendimento prestado e 75,1% esperam no máximo uma hora para receberem o remédio.
"A nossa batalha é por melhorar de forma contínua e progressiva os índices de avaliação do serviço público de saúde no Estado. Por este motivo, a pesquisa de satisfação é uma importante ferramenta para a condução de políticas públicas de gestão na área da saúde", afirma o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Giovanni Guido Cerri.
O objetivo da Pesquisa de Satisfação dos Usuários do SUS é monitorar a qualidade de atendimento e a satisfação do usuário, reconhecer os bons prestadores, identificar possíveis irregularidades e ampliar a capacidade de gestão eficiente da saúde pública.