09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Proposta de barateamento das tarifas do transporte urbano


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O título acima se refere a um relatório publicado em 2006 pelo Ministério das Cidades, através da Secretaria Nacional de Transportes e da Mobilidade Urbana, que desde sua constituição, início do então Governo Lula, tem se preocupado com altas tarifas do transporte coletivo.

Diferentemente, aqui o prefeito Rodrigo Agostinho, que recebeu apoio desse mesmo governo, tendo inclusive como seu vice o partido do ex-presidente, acaba de decretar o aumento das tarifas. As causas da elevação vão além da pressão dos custos dos insumos defendida pelos empresários do setor, reproduzidas pela Emdurb em sua planilha e sacramentada pelo prefeito.

É bem verdade quando nosso prefeito afirma que houve grande fuga de passageiros, mas devemos destacar que esta se deve à renda insuficiente da população de arcar o sistema que não é subsidiada pelo poder público. Ou seja, maior o valor das tarifas maior será a queda do número de passageiros e isto faz com que mais pessoas se desloquem cada vez mais a pé ou se migrem a outros meios de transporte precários ou até mesmo clandestinos. Este círculo vicioso provoca aumento das tarifas e expulsa mais gente do sistema.

A insustentabilidade do modelo de transporte se deve também a baixa qualidade dos serviços prestados o que caberia um capítulo à parte, mas que o espaço dessa coluna não me permitiria. Por fim, devemos pensar no planejamento da mobilidade urbana pelo poder público que no caso de Bauru foi mal planejado ou planejado de forma a atender especuladores do solo urbano, contribuindo na deterioração de vida da cidade e nas conseqüências desse novo aumento e no conjunto de propostas para redução do seu preço.

Fabrício Genaro - DM Partido dos Trabalhadores