11 de julho de 2026
Bairros

Historiador Vivaldo Pitta morre aos 73 anos

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Na manhã de ontem, Bauru e região perderam um grande participador da restauração da história e memória ferroviária. Vivaldo Pitta, 73 anos, fotógrafo, historiador, memorialista e criador do Museu Municipal de Avaí Francisco Pitta, faleceu após lutar por dois anos contra um câncer de próstata. Pitta também sofria de leucemia. O velório é no Terra Branca e o sepultamento será hoje, às 10h, no Cemitério de Avaí.

Maria Erci Silva Pitta, esposa de Vivaldo, conta que o câncer se alastrou pelos ossos e uma leucemia da qual havia se tratado há dez anos voltou. "Vivaldo nasceu e cresceu em Avaí, mas logo depois que nos casamos viemos para Bauru por ser uma cidade maior, mas ele nunca deixou a querida cidade natal ser esquecida", contou Erci.

Discípulo do historiador e grande amigo Gabriel Pelegrina, em 2003 conseguiu montar um museu com seu próprio acervo em Avaí. "Eu acho que ele tinha que viver uns 200 anos. Ele sempre pensava em fazer muitas coisas."

Sua paixão pelos trilhos nasceu aos 13 anos, quando começou a trabalhar na ferrovia em Bauru. Dedicou 33 anos de sua vida a esse trabalho e criou amor incondicional pelo patrimônio histórico de Bauru. Também adorava pintar quadros com motivos ferroviários e tocar piano.

"Ele era um ótimo esposo, muito dedicado à família. Sem palavras. Parece que metade de meu coração se foi. A gente se dava muito bem", disse Erci. "Meu pai era um homem maravilhoso. Sempre o amei e sempre vou amar", disse a filha Andréa Cristina Pitta Crepaldi.

O amigo Irineu Azevedo definiu que a morte de Vivaldo é uma grande perda também cultural para Bauru e região. "Sua morte é uma grande perda. Éramos muito amigos." Vivaldo Pitta deixa a esposa, os filhos Andréa, Heloísa, William e Vivaldo Pitta Júnior, dez netos e uma bisneta.