10 de julho de 2026
Política

Recuperação do Automóvel Club depende de transferência

Por Nélson Gonçalves | Com Redação
| Tempo de leitura: 3 min

O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) disse ontem à noite que a Prefeitura de Bauru tem interesse em receber em definitivo as instalações do Automóvel Club, ao lado da praça Rui Barbosa. Entretanto, em razão da necessidade de investimento elevado na recuperação do imóvel, a administração municipal deseja que os associados da instituição detentora do local aprovem a transferência.

A pendência aguarda conclusão de assembleia entre os representantes do local. A informação extraoficial é de 2/3 dos representantes já se posicionaram pela transferência do imóvel para a municipalidade. Mas falta completar a consulta.

"A prefeitura paga aluguel para ocupar o prédio, onde está a sede da Banda e da Orquestra Municipal e seria interessante que a transferência acontecesse. A administração quer recuperar o imóvel mas temos de resolver a transferência sem ônus. O investimento na recuperação do forro inteiro e do telhado é elevado, mas com a transferência acho possível de realizar", conta Agostinho.

A preocupação é com o tempo. O Automóvel Club teve de ter todas as suas atividades transferidas para a parte térrea do prédio por conta de problemas no madeiramento do telhado, comprometido pela ação de cupins. O andar superior do local foi interditado por tempo indeterminado.

Intervenção


Segundo o secretário municipal de Cultura, Elson Reis, a previsão é de que todo o madeiramento do telhado tenha de ser substituído. De acordo com o titular da pasta, os danos no local foram percebidos quando parte do forro feito em gesso se soltou. Ele acompanhou vistoria ao local realizada ontem pelo presidente da Câmara Municipal de Bauru, Roberval Sakai (PP).

"A empresa foi lá fazer o reparo do gesso e viu que a madeira do telhado tinha muitos cupins. Então, pedimos a descupinização do local, mas a hora que foram fazer isso, verificaram que a madeira estava toda comprometida", narra.

Segundo Elson, no decorrer desse período, um técnico da Secretaria de Planejamento fez uma vistoria no prédio e agora a Cultura aguarda o desfecho da situação jurídica para a intervenção. Ainda de acordo com o secretário, não há previsão para que a rotina do local seja normalizada.

"Com todas as atividades sendo realizadas no andar inferior, deu uma tumultuada, mas nada que interfira no trabalho. Estamos pedindo para que tudo seja feito com urgência, mas não tenho nenhuma data ainda", diz. O secretário afirma que a decisão de interditar o espaço foi tomada por questões de segurança. "Não há risco do telhado desabar, nada disso. Mas pode ser que alguma telha se desprenda, enfim. É para prevenir, evitando qualquer tipo de problema", esclarece.

O prédio do Automóvel Club, imóvel tombado como patrimônio histórico e exemplo de arquitetura da década de 40, é alugado pela prefeitura desde 2005, ano em que o espaço foi reaberto e passou a abrigar os ensinos de música, além dos ensaios da Orquestra e Banda Municipais, movimentados, atualmente, por cerca de 120 jovens.

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Vistoria


O presidente da Câmara de Vereadores, Roberval Sakai visitou na tarde de ontem o prédio do Automóvel Clube. O vereador Marcelo Borges, da tribuna da Câmara, já havia alertado sobre as precárias condições do forro, do segundo pavimento, atacado por cupins.

Sakai foi informado pelo secretário da Cultura, Elson Reis, que acompanhou a visita, que o segundo pavimento permanecerá interditado, para que não haja riscos para os usuários do local.

Os ensaios, tanto da Banda como da Orquestra, por conta disso, estão sendo feito em locais improvisados. O presidente da Câmara decidiu realizar a vistoria depois de alertado pelo pai de um dos músicos que frequentam o imóvel.

Sakai falou ao secretário de Cultura da preocupação com a recuperação e dos riscos atuais. Elson Reis ratificou que a pendência aguarda posicionamento do Jurídico da prefeitura para providências. O presidente da Câmara pontuou que vai pedir ao prefeito prioridade na resolução desta situação, até por questão de segurança.