11 de julho de 2026
Nacional

Dilma lança plano para reduzir a criminalidade nas fronteiras do País

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Com o objetivo de enfrentar os crimes praticados nos mais de 16 mil quilômetros de fronteiras, o governo federal lançou ontem um plano que pretende intensificar o patrulhamento nessas regiões.

O Plano Estratégico de Fronteiras terá operações integradas e coordenadas pelos ministérios da Justiça e da Defesa em especial as Forças Armadas e os órgãos de segurança pública federais, como a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Segurança Pública e a Força Nacional de Segurança Pública.

O plano tem por base duas operações: a Sentinela e a Ágata. De acordo com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a Operação Sentinela "será remodelada e terá caráter permanente com elevação de 100% do efetivo empregado atualmente pelo MJ".

Prevê ação conjunta das polícias Federal, Rodoviária Federal e a Força Nacional de Segurança, com apoio logístico das Forças Armadas. "A Operação Ágata será realizada de forma pontual e com duração determinada em locais definidos como áreas que necessitam de ações naquele momento", acrescentou. Será criado também um Centro de Operações Conjuntas (COC) onde estarão reunidos comandantes das forças que atuam nas operações Ágata e Sentinela para fazer o planejamento e acompanhamento das ações desenvolvidas.

Esse centro de gestão integrada funcionará no Ministério da Justiça. "As operações pontuais serão acompanhadas online pelo centro de controle onde estarão operando em conjunto os comandantes", explicou o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Segundo ele, já foram identificados 34 pontos vulneráveis na região de fronteira que servirão de base para que o COC planeje as operações.

Segundo Cardozo, os tipos de crimes mais comuns nas regiões fronteiriças são o tráfico de drogas, de armas e de pessoas.

Jobim destacou que o Brasil respeitará a soberania dos países.

A área de atuação do plano abrangerá mais de 2,3 milhões de quilômetros quadrados, o que equivale a 27% do território nacional. As ações cobrirão os principais pontos da linha de fronteira, cuja extensão é de 16.886 quilômetros.