Agradeço ao Jornal da Cidade pelo espaço democrático. Temos visto as manchetes no jornal sobre o "modus operandi" de um maníaco que, com arma em punho, obriga suas vítimas a entrar no mato e tirar toda a roupa. Dia 28 de maio, as 21 horas, após saírem do cinema e tomar um lanche na praça de alimentação do Bauru Shopping, ao retornarem para casa, na quadra 11 da rua Henrique Savi, entraram na rua Baltazar Rodrigues ? quadra 6 - onde foram abordados pelo assaltante que se escondia no terreno interligado ao da quadra 35 da Avenida Nações Unidas "sem muro e com mato alto". dois jovens de 16 anos foram abordados, ameaçados e obrigados a entrar no mato e se despir. Ficaram nus. Sem roupa, tênis, carteira, celular... como vieram ao mundo, porém com uma agravante: estavam apavorados. Ouviram a seguinte frase: "preferem morrer com roupa ou ficar vivo pelados"...
As peças que não interessavam ao maníaco, foram por ele jogadas em uma loja de veículos, na quadra 35 da avenida Nações Unidas. Ele calçou o tênis de um e vestiu a jaqueta do outro. Orde-nou que pulassem o muro da loja, sempre com a arma apontada para os dois. Um dos garotos tentou, mas levou um choque na cerca elétrica e caiu de costas. Vendo que não conseguiriam pular o muro alto da loja, o maníaco ordenou que deitassem de bruços e não olhassem para trás, e ameaçou novamente - "esta quadrada tem 16 balas"... No domingo, 29 de maio, colocaram fogo no mato do terreno da quadra 6 da rua Baltazar Rodrigues.
Dia 3 de junho, no mesmo local onde o mato alto serve de esconderijo ao maníaco, novamente a mesma atitude. Desta vez, as vítimas foram 4 jovens que ao saírem do Bauru Shopping, passavam pelo local em direção as suas casas. A cena se repetiu... jovens nus, etc. Os lojistas do Shopping precisam agir também
Hoje (terça-feira passada), ao abrir o Jornal da Cidade, leio a manchete: "Rapaz é deixado pelado no Aeroclube"... e vários relatos sempre com referência a "entrar no mato". Recentemente denunciei a um agente de saneamento da Secretaria Municipal de Saúde e solicitei verbalmente que fiscalizasse e notificasse os proprietários desses terrenos abandonados (quadra 6 da rua Baltazar Rodrigues, 35 da av. Nações Unidas e 12 da Henrique Savi) para que construíssem muros e tirassem o mato.
O agente argumentou que teria que fazer "denúncia escrita!" Isso procede? Não há como a polícia dar conta de uma cidade no completo abandono, pois não são onipresentes. Bom seria que cada funcionário público honrasse o cargo que ocupa e o salário que recebe.
- A quem iremos nós?
Diná Silveira