O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil negou a extradição do ex-ativista Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos. O caso, agora, será levado Corte Internacional de Justiça (CIJ) de Haia, na Holanda.
Battisti, de 55 anos, integrou o grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), braço das Brigadas Vermelhas, grupo armado mais ativo durante a onda de violência política que atingiu a Itália quatro décadas atrás.
Battisti, que sempre se declarou inocente, já se encontrava foragido na França, onde permaneceu como refugiado político até 2004, ano em que fugiu ao Brasil quando o governo de Paris se dispunha a revogar essa condição para entregá-lo à Itália.
A Itália pediu a extradição de Battisti ao Brasil, mas no ano passado, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu negar a solicitação. Nesta quarta-feira, o STF rejeitou conceder a extradição e determinou a libertação do ex-ativista, que estava detido em Brasília.