09 de julho de 2026
Geral

Rio Batalha precisa de 442 mil mudas para recuperar margens

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 1 min

Fonte de abastecimento de água para cerca de 40% da população bauruense, o rio Batalha precisa de 442 mil mudas para ter suas margens totalmente recuperadas. Atualmente, o curso d?água, em toda a sua extensão ? passando por Agudos, Piratininga, Avaí, Presidente Alves, Pirajuí, Reginópolis, além de Bauru - conta com 66% de áreas já preservadas, mas ainda restam 266 alqueires (o equivalente a 266 campos de futebol) a serem regenerados.

"O rio Batalha está bem preservado em termos de remanescentes. Está melhor do que o rio Jacaré-Pepira, por exemplo, porque foram muitas as ações bem sucedidas de replantio encabeçadas por iniciativas de ONGs, organismos públicos e iniciativa privada", pondera o coordenador de projetos do Instituto Ambiental Vidágua, Clodoaldo Gazzetta.

Para o trabalho de reflorestamento das áreas degradadas às margens do Batalha - que, dentro de duas linhas de ação, pode demorar de 10 a 20 anos -, o investimento estimado é de R$ 2,689 milhões. Deste valor, somente Bauru arcaria com R$ 586,6 mil para plantar 96,5 mil mudas.

De acordo com Gazzetta, ao contrário do que se esperava, o "Atlas Regional 2011" divulgado ontem pelo instituto constatou que a bacia hidrográfica do Tietê/Batalha está um pouco melhor conservada do que a do Tietê/Jacaré. Enquanto a primeira bacia ainda mantém 37,4% de vegetação primitiva, a segunda preserva 37,3%. "Na verdade, elas praticamente se equiparam. Mas esperávamos uma diferença maior e favorável à bacia do Tietê/Jacaré", assinala.