Foi realizada ontem a Ação Cidadania na EMEF ?Waldomiro Fantini?, no Parque Santa Cândida. O evento faz parte do Projeto do Trabalho Técnico Social ?Minha Casa, Minha Vida?, que transferiu para o bairro 34 famílias que viviam de forma irregular no Parque Real.
O objetivo da iniciativa era agregar e promover a socialização dos novos moradores com a comunidade do local a partir de atividades coletivas e prestação de serviço. No entanto, foram poucos os presentes até o meio dia, o que mostra a dificuldade do poder público em mobilizar a população. A maioria dos participantes era de crianças que foram à escola para brincar e participar de atividades coletivas, como pintura e artesanato.
Silvana de Oliveira, 26 anos, era uma das poucas reassentadas presentes na Ação Cidadania. Ela conta que está muito satisfeita com a casa nova e foi ao local usufruiu de alguns serviços oferecidos, como orientações sobre como combater o mosquito da dengue. A dona de casa, que nunca havia ligado um computador, relatou também sobre a experiência no curso de informática oferecido pelo programa.
"Vou todas as segundas e quartas-feiras. Fico um pouco nervosa, mas sei que vou aprender com o tempo e, quem sabe, conseguir um emprego nessa área de computação", afirmou ela, que vive com o marido, seus quatro filhos e, recentemente, chamou a cunhada, o marido dela e os dois filhos para morarem junto com sua família na nova casa, para qual se mudou em fevereiro.
O pintor autônomo Osmano Alves Pereira, 43 anos, não só participou da Ação como animou os poucos presentes com a apresentação de sua dupla sertaneja, William e Osmano. Ele garante que sua vida mudou após a mudança de casa. "Agora eu vivo com dignidade. É muito boa a sensação de pagar a conta da sua própria água, da luz. Estamos aprendendo também a controlar o consumo", conta ele, que morou por sete anos na favela do Parque Real.
Outros moradores do Santa Cândida também aproveitaram a ocasião para usufruir dos serviços oferecidos. Eliana de Jesus Vensceslau mudou anteontem da zona rural para o bairro e não perdeu a oportunidade de cortar o cabelo gratuitamente. "Fazia um bom tempo que eu não ia ao cabeleireiro", afirmou a dona de casa.