08 de julho de 2026
Geral

Entre olhares, gestos e muito romantismo

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 1 min

Década de 1940. Época de encontros românticos no Cine Bauru e mãos tímidas e ansiosas por se tocarem. Foi nesse cenário e em meio às disputas de tênis pelos Jogos Abertos do Interior que Vilma Zulian Cardoso e Roberto Meira Cardoso se apaixonaram. Casados há mais de 60 anos, eles namoram desde 1944.

"O início do namoro era algo mágico naquela época. Aquela coisa do olhar, das mãos, das conversas...Tudo muito romântico. Nós dois jogávamos tênis e começamos a namorar nos Jogos Abertos do Interior. Até nosso bolo de casamento tinha formato de raquetes. Lembro-me que meu pai estava sempre junto. Os pais acompanhavam os filhos", recorda-se.

Dona Vilma lembra que o começo do namoro foi marcado por encontros para ver os jogos de tênis e depois vieram as sessões no Cine Bauru. Tudo muito discreto e com aquele friozinho na barriga. Um chegava primeiro e guardava o lugar do outro, que entrava na sala depois. Ela sempre acompanhada pela irmã ou amigas. "Víamos o filme de mãos dadas. O início do namoro foi muito leve e romântico".

Em uma época em que um contato físico maior, como um beijo na boca, normalmente vinha quando o namoro já estava sério, as maiores lembranças são das noites enluaradas. "Mandávamos cartas e bilhetes um para o outro. O mundo era completamente diferente naquela época e os relacionamentos também", recorda-se dona Vilma.

E em épocas onde os relacionamentos vêm e se vão com a mesma velocidade, qual é a fórmula para um casamento durar mais de seis décadas? Em entrevista, "seo"Roberto afirma que é preciso ter respeito e muito amor.