10 de julho de 2026
Geral

Antes namorados, hoje ?namoridos?

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 2 min

Namoro de mãos dadas no portão, passeios apenas com o irmão mais novo junto, viagens somente com a família e sexo só depois do casamento. Não seria espanto encontrar, hoje, casais de namorados que adotem o comportamento que era regra para a gerações dos avós. Espantoso seria encontrar, na década de 1940, por exemplo, casais de "namoridos", união muito comum entre os jovens atualmente. Nesse "estado civil", os casais, ainda namorados, optam por morarem juntos. É com um "test drive" do casamento.

Namorados há 10 meses, a história de amor dos estudantes Danilo Gatto, 22 anos, e Esther Cantu, 19 anos, começou de maneira inusitada. Nascidos em cidades diferentes da região, eles vieram a Bauru para estudar e acabaram se conhecendo ao dividir o mesmo apartamento. "O primo da Esther veio morar comigo e, como ela também precisava de um lugar na cidade, acabou ficando com a gente. Isso foi interessante porque, antes de namorar, aprendemos a admirar um ao outro com o convívio diário e nos apaixonamos", lembra Danilo.

De colegas de casa, eles se tornaram amigos e, inevitavelmente, a afinidade e a proximidade trouxeram o amor. Segundo Danilo, a convivência diária foi uma condição importante para o namoro e para a decisão do casal de morar junto. "Começamos o namoro já casados", conta Danilo com humor.

Apoio familiar

Decidir por dividir o mesmo teto foi tarefa fácil para o casal. Segundo Danilo, difícil mesmo foi contar para as famílias e surpreendente foi a reação dos pais do casal.

Como ainda acontece com boa parte dos casais, o início do namoro foi escondido por receio da reação dos pais ao saberem que o casal iria morar junto já no início do relacionamento. Afinal, os pais são de outra geração e pensam de outra forma. Será?

"Para nossa surpresa não foi o que aconteceu. No lugar da resistência, tanto minha mãe quanto a mãe dela ofereceram apoio e conselhos. Acredito que gostaram da ideia de morarmos juntos pelo fato de estarmos em uma cidade diferente da nossa e longe da família. Morando juntos, podemos cuidar um do outro. Essa também é uma forma de amadurecermos. Por outro lado, temos planos de oficializar a união, mas antes disso, temos muita coisa para viver e realizar", finaliza o estudante.