08 de julho de 2026
Geral

Festival une arte e sustentabilidade

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Música, grafitagem e sustentabilidade encerraram ontem a segunda edição do Canja - Festival de Artes Integradas de Bauru ? no Parque Vitória Régia. Das 14h até o final da noite, centenas de pessoas se reuniram no local e puderam, além de assistir a shows gratuitos, também participar de oficinas focadas no reaproveitamento de materiais e reciclagem de lixo eletrônico.

Ontem, a atração mais esperada pelo público foi o rapper Emicida, considerado uma das maiores revelações do hip hop brasileiro nos últimos anos. Além dele, apresentaram-se também as bandas Vitrola Vil, Mantis, Pé de Macaco, Sincopé, Embaixada de Marte, Dom Black e Seychelles.

Dentro das ações ambientalmente responsáveis programadas pelo Canja Verde, houve ainda bicicletada e caminhada ecológica no período da manhã. E, segundo Carlos Henrique Fuzatti, do Grupo Ação, Gestão e Responsabilidade (AGR), a quantidade de energia elétrica usada na realização do evento será compensada posteriormente com o plantio de mudas.

"E faremos o acompanhamento, durante dois anos, do crescimento destas árvores, o que é importante para nos certificarmos de os benefícios deste plantio realmente foi serão efetivados", comenta.

Ainda que o festival tenha proximidade muito forte com o universo hip hop, o público que prestigiou o evento foi bastante diversificado. Grupos de amigos, casais de namorados e famílias inteiras passaram pelo Vitória para assistir à programação do domingo. Tamira Carvalho, 23 anos, e Felipe Tayar, 23 anos, por exemplo, escolheram comemorar o Dia dos Namorados ao som das bandas trazidas pelo Canja.

"Viemos pela música, mas também por aquilo que o evento prega, que é bem bacana. Um evento como este na cidade é raro e temos que aproveitar a oportunidade", conta Felipe, que também é cantor de hip hop e se apresentou no festival no último sábado.

O público

As amigas Eloisa Herrera, 26 anos, Jéssika Melo, 18 anos, e Márcia Santiago, 23 anos, também foram ao parque para aproveitar o último dia do Canja, depois de participar de uma maratona iniciada na quarta-feira, quando o evento teve início. "Ficamos sabendo da programação pela internet e estamos acompanhando desde o primeiro dia. Um evento cultural, gratuito e com música ao vivo é uma oportunidade para conhecer o som que o pessoal está fazendo e também prestigiar as apresentações dos nossos amigos", comenta Eloisa.

Assim como ela e as amigas, os estudantes universitários Airton de Barros e Estela Novaes, ambos com 21 anos e moradores de uma mesma república, só pretendiam deixar o Vitória Régia no final da noite de ontem, depois que a última banda se apresentasse. "O Canja sempre dá espaço para bandas universitárias mostrarem seu som, acho uma iniciativa bem interessante. O Vitória é um espaço democrático, sempre participo dos eventos realizados aqui, principalmente quando tem bandas de rock tocando", comenta.

Ao longo de cinco dias, o Canja promoveu cerca de 40 atrações, distribuídas em sete pontos da cidade. Pautada no tema sustentabilidade, a programação incluiu shows, exposições, apresentações de dança, exibições de filmes, peças de teatro, oficinas e palestras, sendo a maior parte das atividades gratuita.


Grafite

No início da tarde de ontem, com a devida autorização, grafiteiros deixaram sua marca em muros de imóveis nas imediações do Parque Vitória Régia. Enquanto davam um colorido diferente ao bairro, eles explicaram aos interessados as técnicas utilizadas para a elaboração dos desenhos.

"Nossa intenção é trazer alegria, quebrar o aspecto cinza da cidade e provocar uma sensação nova para quem passa sempre por aqui", explica Sérgio de Campos, grafiteiro há 13 anos. Aficcionado por animais, ele demorou cerca de quatro horas para desenhar um macaco maior do que ele em um dos muros disponibilizados pelo Canja. "É uma maneira de a gente se expressar e deixar nossa marca", confessa.