? Prefeito e comando
O Jornal da Cidade publicou a informação em fevereiro passado e o fato aconteceu ontem: o grupo sob o comando do Rodrigo Agostinho assumiu as rédeas do PMDB de Bauru, que estava em poder de Alex Gasparini. O vereador Renato Purini, que já era líder do prefeito no Poder Legislativo, agora se aproxima mais de Rodrigo, tendo sido nomeado presidente da Comissão Provisória, ontem, após intervenção da Executiva Estadual.
? De olho lá na frente
O presidente destituído Alex Gasparini apelou à direção estadual e acabou ficando como um dos cinco membros da nova comissão provisória, que tem ainda o ex-deputado Roberto Purini e a secretária da Educação, Vera Caserio. Rodrigo Agostinho está na comissão e será também o coordenador regional do PMDB. Esse já pode ser um sinal das intenções do prefeito de se candidatar a uma cadeira da Câmara Federal, talvez em 2014...
? O PT desconversa
Os partidos com assento na Câmara Municipal de Bauru definiram, há dias, seus posicionamentos sobre o número de cadeiras a partir da próxima legislatura. Mesmo os que querem inchaço, como o PSB (21 vereadores), se reuniram ou assumiram posição. O PT não só continua em cima do muro, como tergiversa sobre o assunto, pelo menos publicamente.
? O último da fila
Embalado na ala lançada pelo grupo que quer o inchaço, coincidentemente formada só por legendas que têm dificuldades em se fortalecer como grupo político e contam com representante único na Câmara local (PSB, PV, PTB e PR), o petista Roque Ferreira saiu na segunda-feira com o argumento de "ampliar o debate" em torno do papel do vereador. Vereador tem, sobretudo, de fiscalizar os atos do Poder Executivo! Que assim o façam!
? Enfraquecimento
Não há como fugir da pecha de casuísmo a resistência em votar o projeto de lei que define 17 cadeiras para a Câmara Municipal de Bauru. Não há como esconder o interesse pessoal, que não tem nada de público e de busca pelo fortalecimento do Poder Legislativo, dos que estavam escondidos na manobra pelo inchaço. É um "tiro no peito", já que a ação identifica e reforça a própria ausência de razão para aumentar cadeiras com esse tipo de postura.
? Anistia após 62 anos
62 anos depois da famosa greve de Triagem, em 1949, o ferroviário bauruense aposentado Arcôncio Pereira da Silva foi anistiado ontem pela Comissão de Anistia, em Brasília, e a partir de agora passará a receber a aposentadoria que lhe foi tirada. Aos 95 anos, Arcôncio, que mora em Bauru, recupera não apenas o resultado de seu trabalho diário nos trilhos, como também a dignidade moral.
? Erro exige apuração
O erro assumido pelo Poder Executivo local na planilha do projeto de lei que fixa o pagamento de aporte para a Fundação de Previdência (Funprev) em 35 anos merece apuração. Não pode passar sem verificação o tamanho do erro de cálculo. São cerca de R$ 400 mil em cálculo primário de transformação de indicador em valor de aporte. A matéria discute um rombo de astronômicos R$ 539 milhões e o Executivo tem de ser rigoroso, apurando quem errou e encaminhar providências!