Angola, Colômbia e República Democrática do Congo são os países com maior representatividade no total de refugiados no Brasil, informou na sexta-feira o Ministério da Justiça.
O país tem 4.401 refugiados de 77 nacionalidades diferentes, e os angolanos representam 38% deste total, seguidos pelos colombianos, com 14%, e congoleses, com 10%. Liberianos e iraquianos aparecem em seguida, em quarto e quinto lugares.
"O Brasil é um país acolhedor e generoso e o status de refugiado dá ao indivíduo os mesmos direitos do brasileiro, de moradia, trabalho, saúde e outros", explicou o secretário executivo do Ministério da Justiça e presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Luiz Paulo Barreto, em nota.
Do total, 430 vieram de lugares diferentes do seu país de origem e já tinham status de refugiados antes de chegarem ao Brasil. Nesse caso, informou o Ministério da Justiça, não há necessidade de o estrangeiro apresentar uma nova solicitação ao governo brasileiro, que processou no país os outros 3.971 casos.
A condição de refugiado, explicou o ministério, é reconhecida quando a pessoa não pode ou não quer ficar em seu país de origem por "fundado temor de perseguição por motivo de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas".