10 de julho de 2026
Esportes

Basquete: Pelo Twitter, Larry se diz honrado com convocação


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Um dia após sua convocação ? e a do seu companheiro de time Douglas Nunes ? para a seleção brasileira de basquete, o armador norte-americano Larry Taylor, do Itabom/Bauru, comentou ontem o assunto em seu Twitter. Aproveitando as férias com sua família nos Estados Unidos, o atleta da equipe bauruense se disse animado com a chance dada pelo técnico argentino Ruben Magnano. "Obrigado Brasil. Estou muito feliz para ter essa oportunidade. Esta é uma grande honra para mim. Eu amo Brasil", declarou o jogador, que aguarda o trâmite do processo de naturalização para poder defender a seleção. Antes de se apresentar à seleção, em 4 de julho, na Hebraica, em São Paulo, para dar início à preparação para o Pré-Olímpico na Argentina, Taylor terá de vir a Bauru, o que deverá ocorrer nos próximos dias, para fazer um tratamento dentário.

Conforme o JC divulgou ontem, foi do treinador argentino a ideia de ter um americano no time. Em dezembro de 2010, Taylor foi procurado por Vanderlei Mazzuchini, diretor de seleções da CBB (Confederação Brasileira de Basquete). A pedido de Magnano, sugeriu que o americano tentasse se naturalizar. O jogador topou e iniciou o processo para se tornar brasileiro no dia 16 de maio. A trilha para se obter a cidadania exige, no mínimo, seis anos de residência fixa no Brasil. Ou que o candidato seja casado com uma brasileira ou tenha um filho nascido no país há um ano.

O americano não preenche nenhum desses requisitos. A CBB tenta a solução por outro caminho. Quer enquadrá-lo em um caso de "mão de obra especializada", carente no país. No dia 22, a documentação de Taylor será analisada no Conselho de Imigração, do Ministério do Trabalho. Caso se confirme sua naturalização, Taylor será o segundo jogador nascido fora do Brasil a vestir o uniforme da seleção. O pivô Sucar, campeão mundial em 1963, nasceu na Argentina, mas é filho de pais brasileiros.