A aglomeração provocada pela inauguração da avenida Nações Unidas Norte e o sol quente do fim da manhã e início da tarde de ontem fizeram a alegria de vendedores ambulantes.
Vendedores como Alcides Ferreira Pinto, 70 anos, que há 20 anos ganha uns trocados vendendo pipoca. Ele demorou cerca de uma hora e meia para percorrer o trajeto de casa, no Jardim Beija-Flor, até o local onde o governador Geraldo Alckmin descerraria a placa de inauguração da Nações Norte. Apesar de todo sacrifício, ele afirmava ontem que as vendas estavam compensando. Enquanto conversava com a reportagem, ele não parava de atender pedidos. Enquanto ele enchia os saquinhos de pipoca, o amigo Manuel Januário dos Santos Filho, 63 anos, mexia o milho dentro da panela. "Pela movimentação, acredito que hoje (ontem) eu vendo uns cinco quilos de pipoca", comemorava.
Já o vendedor Edemilson Vieira Bueno, 44 anos, andava meio apreensivo no começo da festa. Apesar do calor, as vendas de água, refrigerantes e cerveja não estavam lá grande coisa. Mas ele mantinha a fé. "Vai melhorar. Está chegando mais gente. Tenho fé que vai melhorar." Quando o governador já havia deixado o local e as pessoas começavam a voltar para casa, ele passou pela reportagem e abriu um largo sorriso fazendo sinal de positivo e disparou: "Não falei que a coisa ia melhorar? Foi ótimo. Vendi muito. Quer uma água?", disse feliz da vida, enquanto a reportagem recusava a oferta.
Para tornar a festa ainda mais colorida, foram distribuídas bexigas para as crianças e também para aqueles que não deixaram de ser crianças. Além dos balões, foram distribuídas pipocas gratuitamente. Mesmo assim, as vendas de "seo" Alcides foram muito bem, obrigado. Tinha também barraca montada pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) com farta distribuição de água gelada para os presentes na solenidade.
Enquanto isso, o operador de máquinas Ivaldo de Mello Júnior, 31 anos, comemorava a abertura da avenida. Ele compareceu ao evento e levou toda a família junto. Na opinião da esposa Simone Carneiro de Mello, 29 anos, a obra é um grande marco para a cidade, mas representará muito mais para os bairros próximos.
Além de melhorar o acesso, ela acredita que a avenida vai trazer progresso para aquela região. Não só por abrir caminho para a instalação de empresas, mas por permitir a implantação de uma infraestrutura melhor.
"Essa é uma região da cidade que estava meio esquecida. Com a chegada da avenida, já melhorou um pouco, mas precisamos de mais. Não temos, por exemplo, posto de saúde. Bem que a prefeitura poderia pensar nisso", sugere Simone.