09 de julho de 2026
Nacional

Helicóptero que levava namorada do filho de Cabral cai e mata 4


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Salvador - Quatro pessoas morreram após a queda de um helicóptero no litoral sul da Bahia. O acidente ocorreu na noite de anteontem. Outros três ocupantes estavam desaparecidos até o fechamento desta edição.

Entre as pessoas desaparecidas estavam Mariana Noleto, namorada de um dos filhos do governador do Rio, Sérgio Cabral. Marco Antônio Cabral decidiu tomar o voo seguinte porque o helicóptero estava lotado.

A aeronave, modelo Esquilo, prefixo PR-OMO, levantou voo do aeroporto de Porto Seguro pouco depois das 18h rumo a resort em Trancoso.

O voo até o Jacumã Ocean Resort deveria levar dez minutos (leia mais ao lado). A hora exata do acidente ainda não foi determinada. Segundo a Capitania dos Portos, havia chuva e neblina no momento da queda.

Corpos e destroços foram encontrados próximos à praia de Ponta da Itapororoca. As buscas começaram por volta das 19h de sexta.

A Polícia Civil confirmou a morte de Fernanda Kfuri, 35 anos, das crianças Luca Kfuri de Magalhães Lins, 3 anos, Gabriel Kfuri Gouveia, 2 anos, e da babá das crianças, Norma Batista de Assunção, 49 anos.

Fernanda conseguiu chegar com vida até a praia e foi levada ao hospital. Ela morreu na madrugada de ontem.

Segundo as autoridades baianas, além de Mariana, estão desaparecidos o empresário Marcelo Almeida, que pilotava o helicóptero, e Jordana Kfuri, irmã de Fernanda e mãe de Luca. Ela é mulher do empreiteiro Fernando Cavendish, dono da construtora Delta.

A capitania dos portos de Porto Seguro informou que peças de helicóptero foram encontradas por pescadores da região. O material está sendo recolhido e será analisado.

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Voo deveria durar 10 minutos


Salvador - A Força Aérea Brasileira (FAB) informou ontem que o voo do helicóptero deveria durar dez minutos. A FAB informou que a aeronave decolou de Porto Seguro as 18h41 com previsão de voar por dez minutos até pousar na Fazenda Jacumã, seu destino final. Durante o voo, o piloto não fez contato com o controle de tráfego aéreo local. Chovia e havia neblina no momento do acidente segundo as autoridades locais.

O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 2), com sede em Recife, Pernambuco, já iniciou as investigações para apurar os fatores que contribuíram para o acidente.