São Paulo - A primeira edição do Salão Design São Paulo - mostra que integra exposições e seminários na Capital paulista - tem meta ambiciosa: mostrar aos empresários brasileiros que um salão de arte pode se conectar à indústria.
O evento, que termina hoje na Oca, no parque Ibirapuera, deve se repetir todos os anos, sempre no mês de junho e ao lado da São Paulo Fashion Week.
A organização é da Luminuras, de Paulo Borges, idealizador da semana de moda, e da WKL, do colecionador Waldick Jatobá, da produtora Katia d?Avillez e da economista Lidia Goldenstein. "O design é sem dúvida um dos fatores de diferenciação e competitividade mais importantes do mundo atual", diz a economista.
Para ela, o acirramento da concorrência com novas tecnologias e com a migração da produção industrial para a Ásia obriga as empresas e as cidades a se diferenciarem por outros meios.
Entre eles, o da economia criativa, que reúne a produção intangível, ligada ao conhecimento e à criatividade. "Não queremos e nem podemos competir por meio de mão de obra barata. O que queremos é competir por um caminho mais qualificado. E esse é o caminho que todos os países estão tentando seguir??, afirma Goldenstein.
O salão exibe peças de designers como os brasileiros irmãos Campana - homenageados no salão -, o israelense Tal Lancman e o italiano Maurizio Galante.
Todos investem na produção de móveis e objetos em número limitado e também em adaptações para a fabricação em escala industrial.
O Centro de Design Paraná mantém um site para aproximar os designers do setor produtivo, com informações práticas como as instruções para fazer um contrato com profissionais da área. O endereço é www.designbrasil.org.br.