08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Farinha do Angu


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Para falar a verdade estamos "tutti quanti farinatti". O legislador é eleito para legislar, é óbvio, mas é principalmente para fiscalizar as ações do Executivo. Se não fosse a imprensa, através do jornalismo investigativo e as denúncias de irmão, genro, motorista, secretária, caseiro, esposa traída, etc, (vocês já sabem a quem estou me referindo: é Collor, Palocci, Maluf, Pita e outros) tudo estaria em brancas nuvens, visto que ninguém fiscaliza nada, ninguém denuncia nada. Ocupar o precioso espaço de "Opinião" (JC) para defender políticos, principalmente do tipo Palocci e tantos outros, é inadmissível. A política brasileira e os políticos brasileiros (com raríssimas exceções) são farinha do mesmo saco. Estão desacreditados, estão praticamente falidos. A corrupção campeia "à solta", está globalizada. Alguns lutando para não serem entregues pelos paraísos fiscais, outros com suborno e propinas no "mundo da bola", outros ainda em licitações internacionais como, por exemplo, as licitações mencionadas no referido artigo, fora o dinheiro guardado em tudo quanto é lugar imaginável.

O sistema atual da política brasileira, como podemos observar, é o domínio de massa, quanto mais ignorante o povo (no sentido de não ter conhecimento da situação), nada pejorativo, será melhor para os dominadores do poder. Ao invés de criar condições de trabalho para as pessoas ganharem seus sustentos com cidadania e dignidade, ficam distribuindo bolsa disso, bolsa daquilo e trabalho e cultura que é bom, nada. Com isso, a população estará cada vez mais submissa aos dominadores do poder, pois é manipulada conforme seus desejos.

A autora poderia, também, além de sair em defesa de Palocci, sugerir a seus padrinhos, o aproveitamento de Delúbio no governo, afinal, ele foi perdoado pelo seu partido. Já o José Dirceu, não sei se anda ao redor do poder, pois na posse da nova ministra, chefe da Casa Civil, estava todo pomposo na cobertura de um hotel todo estrelado de Brasília sendo visitado por caravanas do PT. Não estou aqui defendendo ninguém, muito menos partidos políticos. Estou aqui desabafando, colocando pra fora o que tenho a certeza que se encontra enroscado na garganta de milhões de brasileiros. A coisa é séria, mas, agora, como o assunto é farinha, afirmo que estamos "tutti quanti farinatti".

José Adolfo Martinez