Após ter sido interditado por mais de um mês por conta de um criadouro de pombos entre a laje e o telhado do imóvel, que culminou no entupimento das calhas e na invasão de água misturada a penas e fezes às dependências do PSF Vila São Paulo, a unidade de saúde já é, mais uma vez, alvo da ocupação pelas aves, que podem transmitir até 57 tipos de doenças.
A situação foi constatada pela reportagem e por usuários que estavam na frente do imóvel na tarde de ontem. O vereador Natalino cobrou, por meio de indicação ao prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), a retirada definitiva dos pombos instalados no telhado a partir da adoção de medidas de controle, visando a saúde pública.
"Não é possível visualizar se os pombos já entraram novamente no espaço entre o telhado e o teto, mas alguma coisa precisa ser feita para evitarmos consequências mais sérias", argumentou o vereador, enquanto munícipes relatavam o incômodo causado pelo mau cheiro do lado de fora do imóvel.
Fernando Monti garantiu que a Secretaria de Saúde já estava ciente do problema e está analisando tecnicamente qual medida pode ser tomada, mas pondera que problemas com pombos e maricatas são comuns nos imóveis do município.
O secretário relatou também que está discutindo com a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) a possibilidade de que a secretaria pague ao órgão municipal pelos serviços de manutenção dos imóveis da pasta. "Encaminho de forma vergonhosa as solicitação à Secretaria de Obras para execuções de alguns serviços pequenos, pois entendo que, em uma cidade de Bauru, ela deveria atender apenas às grandes demandas", explanou Monti.
No entanto, ainda não há prazos para o problema ser sanado. Fernando garante, porém, que não há riscos de o problema chegar à situação extrema, como aconteceu em janeiro de 2011, quando, além de interromper os atendimentos, a contaminação do PSF por dejetos dos pombos, ocasionou a perda de medicamentos e outros materiais. A reabertura da unidade só foi possível no dia 14 de fevereiro, após serviços de limpeza, descontaminação e reparos no telhado.
O vereador Natalino da Pousada afirma que, até hoje, não recebeu respostas da administração acerca de solicitações feitas em 7 de fevereiro, pedindo a inclusão de fiscalização dos prédios públicos municipais, em especial os de unidades de Saúde e Educação, em um programa de manutenção e controle efetivo e periódico de pragas, com o envolvimento do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e da Secretaria de Obras.