10 de julho de 2026
Internacional

Aliados da Otan discordam sobre cessar-fogo na Líbia

Da redação JCNet
| Tempo de leitura: 1 min

Sinais de discórdia surgiram dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na quarta-feira sobre a campanha aérea contra o líder líbio, Muammar Gaddafi, com a Itália defendendo o cessar-fogo e uma negociação política e a França e a Grã-Bretanha rejeitando a ideia.

A China também assinalou uma mudança de posição sobre o conflito, classificando os rebeldes como "parceiros do diálogo".

A televisão líbia disse que "dezenas" de pessoas morreram em Zlitan depois que navios da Otan bombardearam a cidade.

Após quatro meses de revolta e de três meses de bombardeio dos aviões de guerra da Otan, os rebeldes fazem progressos lentos na marcha para a capital Trípoli com o objetivo de depor Gaddafi.

"A necessidade de tentar um cessar-fogo tornou-se mais premente", disse ao Parlamento da Itália o ministro das Relações Exteriores italiano, Franco Frattini. "Acredito que, assim como o cessar-fogo, que é o primeiro estágio em direção a uma negociação política, uma parada humanitária da ação militar é fundamental para permitir a imediata assistência humanitária."

O porta-voz do Ministério do Exterior da França, Bernard Valero, reagiu duramente aos comentários de Frattini, que refletem a ansiedade italiana com relação à operação da Otan.

"A coalizão estava em completo acordo há duas semanas na reunião do grupo de contato em Abu Dhabi: nós temos de intensificar a pressão sobre Gaddafi. Qualquer pausa nas operações arriscaria permitir que ele ganhe tempo e se reorganize", disse Valero a jornalistas.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, tem a mesma opinião da França. "A ação correta no momento é aumentar a pressão sobre Gaddafi".