11 de julho de 2026
Esportes

Basquete: Magnano admite carência de armadores para chamar Larry


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Cinco dias após convocar o armador Larry Taylor, do Itabom/Bauru, que ainda tenta a naturalização para treinar com a seleção brasileira de basquete, o técnico Rubén Magnano admitiu a falta de opções de armadores com potencial para defender a equipe nacional. O Pré-Olímpico masculino começa em 30 de agosto, em Mar Del Plata, na Argentina, e dará duas vagas para os Jogos de Londres-2012.

Larry Taylor, 30, americano, armador do Itabom/Bauru desde 2008, foi relacionado, na última sexta-feira, entre os 20 chamados para iniciar o período de treinamentos em 4 de julho. "Isso [falta de armadores], dentro de um país de quase 200 milhões de habitantes, não só é responsabilidade dos dirigentes, mas dos jogadores, treinadores e da imprensa. Porque é preciso ver quantos jogadores de basquete há nesse universo. É preciso ampliar a base de praticantes", afirmou Magnano.

De acordo com o técnico, a carência pode ser atribuída ao estilo de jogo dos brasileiros. "O basquete brasileiro se focou no aspecto ofensivo e não no defensivo, no jogo aberto, no arremesso. Ele [arremesso] é importante, mas é só um ponto do jogo", disse Magnano. "A filosofia de jogo no Brasil acaba formando poucos armadores e muita gente para o arremesso. Capaz seja essa a causa de não haver tantos armadores", continuou.

Magnano também disse crer que a presença de um estrangeiro no grupo não acarretará em clima de animosidade nos treinos para o Pré-Olímpico. "Este é um grupo de pessoas inteligentes, que sabe o que está acontecendo. A bandeira do Brasil deve estar acima do nome próprio", declarou o treinador argentino. "Larry não foi convocado apenas porque joga bem, mas porque também pode ajudar no trabalho do grupo", afirmou.

O treinador comparou a situação do americano à de dois outros jogadores que defenderam o Brasil mesmo não tendo nascido no país. Aconteceu no Mundial de 1963, quando a seleção conquistou o bicampeonato. O pivô Sucar nasceu na Argentina, mas é filho de pais brasileiros. O ala Victor Mirshauswka nasceu na cidade de Tcherni, então Polônia (hoje Belarus), mas morava no Brasil desde a infância. "Há precedentes de naturalização no Brasil. Mas, se houver dois jogadores do mesmo nível, um naturalizado e outro brasileiro, eu sempre vou escolher o brasileiro", afirmou o treinador. "É preciso que haja otimismo. Caso contrário, vamos fazer uma equipe nacional toda importada", declarou.

Para tornar-se brasileiro, Taylor ainda precisa conseguir a renovação do visto de trabalho. Seu processo foi avaliado nesta quarta-feira pelo Conselho Nacional de Imigração, do Ministério do Trabalho, e só depois de confirmada a permissão para trabalhar - o que pode demorar até 30 dias - ele pode entrar com o pedido de naturalização no Ministério da Justiça.


NBA

Magnano disse não ter certeza se poderá contar com os quatro brasileiros que atuam pelas equipes da NBA. Está previsto para 1º de julho o locaute (greve dos patrões), que negociará um novo acordo coletivo de trabalho. Se a paralisação se confirmar, a CBB (Confederação Brasileira de Basquete), e não as franquias da NBA, terá que arcar com o seguro para contar com os atletas na seleção para o Pré-Olímpico. "Minha preocupação é saber quem da lista dos jogadores irá se apresentar no dia 4", declarou Magnano.