10 de julho de 2026
Política

Bomba nova do poço do Gasparini dura 15 dias

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

Quinze dias: esse foi o tempo de funcionamento da bomba do Poço Gasparini (UP-25), responsável pelo abastecimento de água em sete bairros de Bauru, retirada por técnicos do Departamento de Água e Esgoto (DAE) no dia 19 de junho, como fora publicado na edição do dia seguinte ao fato no Jornal da Cidade. O equipamento foi instalado no dia 4 desse mês, após ter sido queimada a bomba que funcionava no poço desde dezembro de 2009.

De acordo com o diretor da Divisão de Produção e Reservação do DAE, Igor Beckmann Fournier, depois de 15 dias de atividades, a bomba parou de trabalhar por apresentar problema de sobrecorrente, uma condição anormal de funcionamento. "Quando a bomba passa a trabalhar em condições fora da especificação, ela é desligada para evitar maiores prejuízos", explica.

O DAE, porém, ainda não tem a resposta do que motivou os problemas com a bomba que funcionava há tão pouco tempo no Poço do Gasparini. Como a maior parte do acervo desse tipo de equipamento do órgão municipal, a referida bomba já havia sido utilizada e recondicionada para voltar a trabalhar. No entanto, Fournier não tem a informação se esse procedimento se deu apenas uma vez ou se ela já fora recuperada mais vezes. Ele garante, porém, que as recuperações devolvem características às bombas semelhantes às de uma nova.

A expectativa do diretor é de que o conserto não acarrete custos ao DAE, pois o equipamento dispõe de um ano de garantia, segundo o próprio responsável pelo setor. "Toda vez que uma bomba que já foi reparada é instalada, é feito um comunicado ao prestador de serviço responsável pelo reparo dela. Isso foi feito. Como o serviço ainda tinha a garantia, não era adequado que nós abríssemos o equipamento. Portanto, a bomba foi enviada ao reparador e nós aguardamos um relatório para apontar a causa do problema", afirma. No entanto, ainda não há prazos para esse retorno.

Segundo o diretor da divisão de produção do DAE, o funcionamento anormal da bomba não tem influência de elementos externos. Os técnicos do órgão efetuaram a perfilagem ótica (filmagem) no poço na manhã seguinte à constatação do problema, antes de desceram a nova bomba, que voltou a produzir água para o Núcleo Gasparini, Jardim Helena, Jardim Marília, Jardim TV, Vila Garcia, Jardim Petrópolis e Jardim Alto Alegre.

Igor Fournier admite o estranhamento pelo fato de a bomba do Gasparini ter durado apenas 15 dias. "Essa, com certeza, não é a expectativa. No entanto, as bombas não têm uma vida útil fixa porque as condições de trabalho e outras variáveis técnicas influenciam. Existem algumas que duram cerca de um ano e meio e outras chegam a operar por 10 anos", pontua.


Um ano e meio

A bomba que foi retirada, no dia 3 de junho, para a instalação da última, que apresentou problemas em 15 dias, começou a trabalhar no Poço do Gasparini no dia 22 de dezembro. O equipamento foi desativado após rompimento no estator, um problema de origem elétrica (a bomba é composta por mecanismos elétricos e mecânicos). Na ocasião, O DAE divulgou que a bomba hidráulica havia queimado.

Questionado sobre possíveis condições de funcionamento do Poço do Gasparini, que pudessem interferir na vida útil das bombas, Igor Fournier, diretor da Divisão de Produção e Reservação, pontuou que, apesar das recomendações técnicas para atividades durante 20 horas diárias, a produção do poço é de 20 horas e 36 minutos por dia.

O DAE também não soube responder se as bombas que apresentaram problemas no Gasparini haviam sido usadas no mesmo poço ou em outro local. "Não há especificações. Elas podem ser instaladas em qualquer poço que atenda às condições necessárias para seu funcionamento", afirma Fournier.