08 de julho de 2026
Geral

Quatro ambulâncias voltam a operar

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 3 min

Com quatro ambulâncias em funcionamento das 10 que o município dispõe, a Central de Ambulâncias da Secretaria Municipal de Saúde ainda luta para normalizar o transporte de pacientes que necessitam de maiores cuidados na locomoção. De acordo com o Departamento de Urgência e Emergência (DUE) da pasta, o número considerado suficiente - de sete ambulâncias - estará apto para o serviço somente depois de quinta-feira.

O quadro já esteve bem pior, conforme denunciou o JC no último dia 18. Na ocasião, apenas uma das viaturas estava funcionando, o que suspendeu todos os agendamentos para transporte de pacientes até unidades básicas e hospitais de Bauru e da região.

Foi o caso do aposentado Cláudio Tadeu, 61 anos, que não conseguia agendar transporte para uma consulta no Hospital de Base. "Toda vez que preciso agendar ambulância é uma vida. Preciso agendar com um mês de antecedência, senão, não consigo", disse, há uma semana.

Segundo o diretor do DUE, Luiz Antônio Bertozo Sabbag, além das quatro ambulâncias que já rodam, outra viatura, que aguarda a higienização, também será disponibilizada nesta segunda-feira. Entretanto, com cinco veículos, ele afirma que conseguirá atender cerca de 80% da demanda.

"Para nós, o ideal são sete ambulâncias. Porém, algumas ainda estão no conserto. A promessa é de que as sete ambulâncias estejam funcionando depois do dia 30. Com o que temos, voltamos a fazer o agendamento e estamos tentando normalizar o serviço", explica o diretor, afirmando ainda que, caso haja necessidade, os casos podem ser atendidos pelas viaturas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Mesmo com o conserto previsto para a próxima semana, Sabbag alerta para a "idade" da frota, o que, segundo ele, é o maior problema. "Das 10 viaturas que o município possui, sete foram fabricadas entre 1998 e 2002. Para se ter uma ideia, uma viatura de três anos percorre 140 mil quilômetros. Então, para ambulâncias, oito ou dez anos é considerado muito tempo", completa.

Após a reportagem do JC relatando o problema, o assunto foi debatido na Câmara Municipal de Bauru. O vereador Roberval Sakai (PP) apresentou vídeo mostrando o problema e denunciou que a demora na revisão e conserto elevou em números absurdos os gastos da manutenção. Em um dos exemplos citados, um orçamento de R$ 2.294,00 feito em maio saltou para mais de R$ 27 mil em junho, após o motor da ambulância ter fundido.

O diretor do DUE explica que tais problemas ocorrem justamente pelo número atual "limite" de ambulâncias em funcionamento.

"Nós não temos viaturas reservas. Esse é um problema grande. Solicitamos duas à Secretária Municipal de Saúde para que fiquem de reserva. Elas seriam utilizadas enquanto outras estão sendo consertadas e para que possa ser feita a revisão em tempo correto", afirma Sabbag.

Segundo ele, já foi solicitada para a Secretaria Municipal de Saúde a compra de sete novas ambulâncias, cuja previsão de aquisição é cerca de 90 dias. Elas irão substituir os veículos mais antigos. Dessas novas viaturas, Sabbag explica que duas serão utilizadas como "reserva" para suprir o problema apontado.

Além das ambulâncias, a frota do município ainda conta com duas vans, que fazem o transporte dos pacientes com menores riscos. Atualmente, esses dois veículos funcionam normalmente.