09 de julho de 2026
Esportes

Santos: Executivos preparam planos para o Mundial de Clubes


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O Santos começa a trabalhar a partir desta segunda-feira no planejamento para conquistar o Mundial de Clubes da Fifa, em dezembro, em Yokohama, no Japão. A reunião não será no gabinete da presidência na Vila Belmiro, nem no CT Rei Pelé e também não terá a participação de Muricy Ramalho, o técnico que levou o clube a conquistar a Copa Libertadores da América, 48 anos depois de ter sido bi na competição.

Será um café da manhã reunindo executivos de vários segmentos da economia nacional com o presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro e o consultor Fernando Silva. Os executivos são os integrantes da Guia - Gestão Unificada de Inteligência e Apoio ao Santos -, o poder invisível, e muito forte, do clube.

Na reunião, o Santos vai ser passado a limpo com a discussão de uma longa pauta. Um dos temas centrais será a análise fria dos números das finanças santistas e do fluxo de caixa para tornar possível a projeção do quanto que poderá ser investido em reforços e na manutenção de suas principais estrelas. "Será o recomeço dos trabalhos porque tudo foi parado nos últimos dias para que nos concentrássemos apenas na decisão da Libertadores", afirmou o presidente santista.

Passada a festa do campeão, o balanço não será nada animador porque a Libertadores obriga o clube a fazer gastos extraordinários, principalmente em razão das viagens internacionais e da premiação da comissão técnica e dos jogadores, e a contrapartida não é compensadora. "A premiação ao campeão da Libertadores é extremamente modesta. São apenas US$ 2 milhões, que, com o pagamento da taxa de US$ 250 mil à Conmebol, caem para US$ 1,75 milhão. Menor do que o prêmio que recebe o clube que conquista o Campeonato Paulista", queixou-se o presidente santista.

A provável venda de Jonathan à Internazionale, de Alan Patrick ao Shakhtar Donetsk (Ucrânia) e de mais alguns jogadores vai ajudar a fechar a conta e permitir que o time seja reforçado para lutar pelo título brasileiro e, principalmente, para que 2011 seja o ano perfeito, com a conquista da terceira estrela, no provável cruzamento contra o Barcelona na final do Mundial de Clubes, em dezembro, no Japão.

"O Mundial é bem mais interessante porque além dos efeitos indiretos com a exploração do marketing, a renovação dos contratos de patrocínio em bases bem mais vantajosas e a exposição internacional do clube, a premiação é de 5 milhões de euros (pouco mais de R$ 11 milhões)", concluiu Luis Alvaro.

Enquanto faz as contas de olho nos investimentos para o Mundial de Clubes, o presidente também se volta para o Campeonato Brasileiro. Com os desfalques dos jogadores que servem a seleção principal e a sub-20, Muricy Ramalho pede reforços para não passar vergonha no Nacional.