07 de julho de 2026
Saúde

Conta-Gota


| Tempo de leitura: 6 min

?Comportamento de risco sexual extremo 1


Por que alguém participa de uma orgia sexual sem camisinha que inclui sabidamente participantes contaminados com o HIV? É o que estudos de neurociência vem tentando explicar. As convenções de "barebacking", também conhecidas como "roletas-russas sexuais", reúnem dois grupos de participantes (a maioria homens): os infectados com o vírus HIV e os não infectados. O primeiro grupo é conhecido como "gift givers". Os que "dão presentes", em tradução literal. Eles estão dispostos a infectar outras pessoas com o HIV. Ou seja, entregar o "presente". A segunda categoria é conhecida como "chasers": os caçadores do vírus HIV. As convenções, marcadas por meio de fóruns na internet, exigem que todos fiquem nus e façam sexo em público.

?Comportamento de risco sexual extremo 2

Em palestra no "7º Congresso Brasileiro do Cérebro, Comportamento e Emoções", Alexandre Saadeh, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, apresentou uma abordagem científica para explicar a prática. Para o especialista, trata-se de uma alteração no sistema de recompensa do cérebro - o responsável por nos fazer sentir prazer. "No cérebro, a região responsável pela sensação de perigo é muito próxima à do prazer. Então, existe uma interferência", explica Saadeh. Para ele, com os avanços da medicina, os participantes já não encaram a Aids como uma doença mortal. Eles sabem que, se contaminados, poderão viver por muitos anos se usarem o coquetel contra o vírus. Por isso, passam a encarar a infecção de uma maneira positiva.

?MEC torna obrigatório descanso pós-plantão para residentes


Resolução publicada no "Diário Oficial da União" estabelece que os residentes de medicina devem cumprir descanso obrigatório após trabalharem em plantões noturnos. De acordo com o texto, da Comissão Nacional de Residência Médica, vinculada à Secretaria da Educação Superior do Ministério da Educação, o descanso obrigatório deve começar logo após a realização de plantão noturno de 12 horas. A resolução diz ainda que o descanso deve ser de seis horas consecutivas e proíbe o acúmulo de horas de descanso para serem gozadas depois. A resolução considera o "desgaste físico e psíquico do médico residente" e as "evidências científicas que evidenciam o estresse sofrido" nos plantões. Os programas que não cumprirem a resolução poderão sofrer penalidades que chegam até seu descredenciamento.

?TV x diabetes e morte 1

Pessoas que passam muitas horas diante da televisão correm risco maior de morrer ou desenvolver diabetes e doenças cardíacas, e mesmo duas horas diárias de televisão já exercem um efeito marcante, revelou um estudo feito nos EUA. Os habitantes dos EUA passam uma média de cinco horas diárias assistindo à TV, enquanto australianos e alguns europeus passam entre 3,5 e quatro horas diárias, disseram pesquisadores chefiados por Frank Hu, da Harvard School of Public Health. Ele acrescentou que as pessoas que ficam sentadas diante da televisão não apenas se exercitam menos, como provavelmente consomem alimentos pouco saudáveis.


?TV x diabetes e morte 2

Este não é o primeiro estudo a associar tempo passado diante da TV com efeitos maléficos. Muitos estudos constataram um vínculo forte com a obesidade, e um estudo de 2007 constatou que muito tempo diante da TV está associado a pressão sanguínea mais alta em crianças obesas. Outro estudo do mesmo ano descobriu que crianças acima do peso que assistem a comerciais sobre comida tendem a dobrar sua ingestão de alimentos. Para o novo estudo, publicado no Journal of the American Medical Association, Hu e sua equipe reviram oito estudos sobre as ligações entre tempo passado diante da televisão e doenças, que acompanharam ao todo mais de 200 mil pessoas por um período médio de sete a dez anos.

?TV x diabetes e morte 3

Hu e seus colegas constataram que, para cada duas horas diárias de televisão, o risco de diabetes das pessoas aumenta 20 por cento e o risco de doenças cardíacas, 15%. Cada duas horas diárias de televisão aumentam em 13 por cento o risco de morte. Com base nesses resultados, Hu e sua equipe estimaram que, em um grupo de 100 mil pessoas, a redução em duas horas do tempo diário de TV poderia prevenir 176 casos novos de diabetes, 38 casos de doenças cardíacas fatais e 104 mortes prematuras - por ano. Todos os estudos usados na análise se asseguraram de que os participantes não apresentavam doenças crônicas, porque pessoas menos saudáveis podem tender a passar mais horas assistindo à TV e também a sofrer diabetes, doenças do coração ou morte prematura. O estudo não comprova que assistir à TV, por si só, eleva o risco de doenças, nem identifica que aspecto de se assistir à TV pode exercer um impacto.

?Camisinha aumenta ereção

Uma empresa médica britânica teve sua camisinha que reforça a ereção recomendada para receber aprovação europeia. A Futura Medical disse que sua camisinha CSD500, licenciada para venda pela empresa farmacêutica Reckitt Benckiser, sob a marca Durex, possui em sua ponta um gel que dilata as artérias e aumenta o fluxo de sangue para o pênis, resultando em uma ereção maior e mais firme. A Futura disse na segunda-feira que, depois da recomendação, os produtos geralmente levam cerca de um mês para receber a certificação de marca CE. Com esta certificação, a camisinha poderá ser vendida em 29 territórios da Europa e vários países não europeus.

?Camisinha aumenta ereção 2

Em seu site na Internet, a Futura disse que a CSD500 será uma camisinha usada por homens saudáveis para ajudá-los a manter uma ereção mais firme durante relações sexuais em que usam camisinha. Em um estudo duplo-cego co-patrocinado pela Futura e que comparou a CSD500 com camisinhas do tipo padrão, dos participantes que expressaram uma preferência, uma parcela importante de homens e mulheres relataram melhoras na firmeza da ereção do homem nas relações sexuais em que foi usada a CSD500. Além disso, entre os participantes que expressaram uma preferência, uma parcela significativa de homens e mulheres achou que a CSD500 aumenta o tamanho do pênis, e uma parcela importante das mulheres relatou uma experiência sexual de duração mais longa.

?Suspeita de meningite em Ribeirão Preto


Um menino de um ano e nove meses morreu hoje em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) com suspeita de meningite. O garoto, que é de São Joaquim da Barra (382 km da capital), estava internado no hospital Sinhá Junqueira, em Ribeirão, desde o último dia 3. O hospital está investigando a causa da morte. De acordo com o Sinhá Junqueira, o menino também tinha hidrocefalia (acúmulo de líquido no interior do crânio) e usava uma válvula para drenagem, que precisou ser trocada em decorrência de infecção em uma cirurgia feita na última segunda-feira.