Tudo começou há muito tempo: em 1844, quando o primeiro diamante foi descoberto na então vila baiana de Mucugê. Passo inicial para que garimpeiros loucos por pedras preciosas saíssem de seus estados e voltassem os olhos para o lugar.
Foram eles os responsáveis pela abertura das primeiras trilhas. Rasgos na mata, então virgem, que levavam às belezas de um parque ainda inexplorado. Incluindo rios, riachos e poças d? água que escondiam os grandes tesouros.
A febre do garimpo passou, mas para felicidade de todos a Chapada permaneceu quase intacta o que garante um novo filão para o turismo de aventura, bem diverso do convencional. Um novo nicho que passa atrair um público que já conhece outros destinos e quer algo mais em seu passaporte de viagem.
Percorrer trilhas abertas pelos garimpeiros que revelam a região de nascentes da Bacia do Paraguaçu, que abriga rios caudalosos, cachoeiras e poços de águas cristalinas.
A Chapada condiz com o nome: trata-se de uma grande muralha montanhosa que separa o Vale do São Francisco, a oeste, das terras que vão até o litoral, a leste.
Nos seus mais de 70 quilômetros quadrados, o visitante encontra altas planícies e vales profundos com altitudes que partem dos 70 metros ? em algumas cavernas ? podendo ultrapassar os 2 mil metros ? caso do que ocorre no Pico do Barbado, o ponto mais alto do Nordeste brasileiro.
No coração dessa região serrana encontra-se o Parque Nacional da Chapada Diamantina e outros parques menores, estaduais e municipais, com rica biodiversidade e praticamente desconhecidos.
Um lugar que agora, graças aos novos roteiros lançados pelas operadoras de turismo, pode ser desbravado com comodidade. A meta é oferecer ao visitante toda a assistência desde a chegada ao aeroporto mais próximo, transporte pelas cidades do roteiro, cama limpa e comida decente.
Hoje, a Chapada Diamantina oferece facilidade de acesso. Por conta do clima sempre agradável, é uma dica para qualquer época do ano. Abrigo para quem busca desde o simples lazer e descanso num lugar bonito e aconchegante até o turismo de aventura e esportes radicais.
Os conjuntos arquitetônicos de Lençóis, Andaraí, Mucugê, Igatu e Rio de Contas remontam à época do garimpo de diamantes e ouro e são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).