O superávit primário do setor público brasileiro teve um crescimento expressivo em maio na comparação anual, após um recuo em abril, e o Banco Central comemorou a "convergência à normalidade" no resultado fiscal.
O bom comportamento dos gastos públicos é visto como fator chave no controle inflacionário. Para conter a demanda, o governo anunciou no início deste ano um corte de 50 bilhões de reais nas despesas orçamentárias, reafirmado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quinta-feira.
A economia feita por União, Estados, municípios e empresas estatais para o pagamento de juros somou 7,506 bilhões de reais em maio, acima do esperado por analistas e ante 487 milhões de reais no mesmo mês de 2010.
Em 12 meses até maio, o superávit primário foi de 126,6 bilhões de reais, acima da meta fixada para este ano, de 117,9 bilhões de reais.
Como proporção do PIB, o superávit ficou em 3,29 por cento - o melhor resultado desde dezembro de 2008.