09 de julho de 2026
Internacional

Mais de 100 mil protestam por melhora da educação no Chile


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Santiago - Mais de 100 mil pessoas foram às ruas do Chile ontem para protestar contra as más condições do ensino no país, segundo dados dos organizadores da manifestação.

De acordo com o jornal chileno "Nación", os manifestantes encerraram a passeata um pouco mais cedo do que o previsto, por volta das 13h30 (14h30 no horário de Brasília). Eles acusaram os policiais de terem dispersado a multidão, que se mobilizava de forma pacífica.

Outros meios de comunicação chilenos reportaram, no entanto, violentos enfrentamentos entre manifestantes e autoridades após o fim da mobilização estudantil.

Pouco antes do início da marcha, um grupo de pessoas encapuzadas atirou pedras em veículos e estabelecimentos comerciais. Eles foram detidos pelas forças policiais e por outros manifestantes.

A maioria dos manifestantes é composta por estudantes universitários e secundários, além de professores e funcionários públicos do setor da saúde, que lutam também por melhores condições de trabalho e salário.

A imprensa chilena afirma que esta é a maior mobilização estudantil dos últimos anos. Em 2006, aproximadamente 600 mil estudantes se reuniram na Capital para reivindicar a extinção de uma lei educacional adotada no regime de Augusto Pinochet (1973-1990).