Ontem começou o mês de julho, época de férias para uns e de muito trabalho para outros. Para que o atendimento à população nas unidades básicas de Saúde de Bauru não seja prejudicado, um novo esquema de trabalho está sendo colocado em prática neste mês. Dos cerca de 200 profissionais que atuam nesses locais, 59 tirarão entre 10, 15 e 30 dias para descansar, mas isso não ocorrerá ao mesmo tempo.
Segundo o secretário municipal da Saúde, Fernando Monti, esses profissionais dividem-se em três áreas: Unidades de Urgência e Emergência (UUE), Unidades de Atendimento Básico (UAB) e Unidades Especializadas (UE), além dos que trabalham internamente na área de planejamento da Saúde. No entanto, Monti esclarece que a maioria trabalha nas atividades assistenciais.
As UUE correspondem aos prontos-socorros, as UAB aos postos de saúde, e as UE são específicas para tratamentos feitos nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Setor de Moléstias Infecciosas (SMI), entre outros.
"As férias são definidas por cada chefe das unidades e homologadas por mim. Mas são eles que decidem quando os funcionários irão tirar férias, de acordo com a demanda de atendimentos", destaca Monti.
O secretário garante que este ano não será como os anteriores, que tiveram problemas sérios de atendimento por conta das férias de alguns médicos.
"O plano de cargos e salários favoreceu bastante, porque a introdução da figura do plantão extra conseguiu suprir várias faltas de profissionais. Nos outros anos, quando o sujeito entrava de férias impactava na área de urgência e emergência, que é a mais sensível da Saúde. Este ano não tivemos qualquer problema", acrescenta Monti.
Cálculos
Todos esses funcionários têm direito a 30 dias, ou um mês, de férias anualmente, o que totaliza cerca de 10% da força de trabalho em período de férias todos os meses. Monti chegou a esse resultado calculando que, pelo menos um mês de um total de 12 é tirado para descanso por esses profissionais.
"Acontece que, neste mês de julho, temos profissionais com filhos que tiram férias também neste período. Por isso, mais profissionais optam pelo descanso agora. Se você imaginar que dessas 59 pessoas, que totalizam 29% dos quase 200, se dividiram em férias de 15 dias (que é o que acontece na maioria dos casos) e que um mês totaliza férias para 29%, é só dividir por dois, o que dá 14,5% de médicos em férias. É quase o normal que temos todos os meses."
Especializados
Os casos de atendimentos especializados nas Unidades de Atendimento Básico serão remarcados assim que o médico retornar de férias. O secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, frisa que estes pacientes não sofrerão problemas com relação a esse período de descanso dos profissionais.