11 de julho de 2026
Internacional

Rebelião líbia rejeita o plano de paz proposto pela União Africana


| Tempo de leitura: 1 min

Trípoli - Os rebeldes líbios rejeitaram ontem o plano de paz proposto pela UA (União Africana). Eles afirmaram que a proposta permitiria que o ditador Muammar Gaddafi siga no poder. Os chefes de Estado africanos reunidos em Malabo aprovaram na sexta-feira, após dois dias de debates, acordo que prevê, principalmente, que Gaddafi fique à margem das negociações, cessar-fogo imediato e transição com eleições.

O chefe dos rebeldes da Líbia disse que Gaddafi foi convidado a ficar no país desde que renuncie formalmente e aceite supervisão internacional de todos seus movimentos. Gaddafi tem resistido aos apelos internacionais e prometeu lutar até o fim.

Falando de seu reduto, em Benghazi, o líder rebelde Mustafa Abdel Jalil -ex-ministro da Justiça de Gaddafi- afirmou que fez a proposta há cerca de um mês, por meio da ONU, mas ainda não recebeu qualquer resposta da capital Trípoli. "Como solução pacífica, oferecemos que ele pode renunciar e ordenar seus soldados que deixem seus quartéis e posições, e então ele pode decidir se vai ficar na Líbia ou viajar para outro país".

"Se ele desejar ficar na Líbia, determinaremos um lugar e será sob supervisão internacional. E haverá supervisão internacional de todos os seus movimentos", disse. Não houve resposta imediata de Trípoli aos comentários de Abdel Jalil, mas Gaddafi não deu sinais de que vai recuar. Ele diz ser o líder legítimo da nação e não deixará Trípoli.