O governo vai conseguir barrar a votação da Emenda 29, que regulamenta os gastos com saúde e pode obrigar o Executivo a ampliar o orçamento para a área, já que os deputados só devem votar duas medidas provisórias antes do início do recesso, na próxima semana.
Na reunião com os líderes aliados da Câmara, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse que o governo se daria por satisfeito se até 15 de julho, data do recesso, fossem aprovadas as medidas provisórias 528 (que cria regra para correção da tabela de Imposto de Renda) e 529 (que trata da contribuição previdenciária do microempreendedor individual). A medida relativa ao IR, que corrige a tabela em 4,5 por cento, acabou sendo aprovada na Casa nesta terça.
Nem mesmo uma das prioridades do governo da presidente Dilma Rousseff, a criação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) será aprovada no primeiro semestre dessa legislatura.
No Senado, as votação devem se limitar à aprovação das MPs 528 e 529. As duas Casas também devem aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), uma vez que se não houver essa aprovação o recesso parlamentar é cancelado.