Jaú ? A Polícia Civil de Jaú (47 quilômetros de Bauru) concluiu o inquérito que apurou o assassinato a tiros de Alexandre Scalco, 27 anos, ocorrido no dia 16 de outubro do ano passado, por volta das 21h30, na rua Rui Barbosa. Rafael Antônio Rosseto, 32 anos, confessou a autoria do crime e está preso temporariamente. A vítima cumpria pena na penitenciária de Araraquara, mas havia sido beneficiada pela saída temporária do Dia das Crianças.
Na ocasião, conforme divulgado pelo Jornal da Cidade, o corpo de Scalco foi encontrado no interior do Celta placas ALJ-2337, de Cornélio Procópio-PR, que havia colidido contra um muro. A vítima foi alvejada por três tiros no lado esquerdo do pescoço e chegou a ser levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Pronto-Socorro (PS) da Santa Casa de Jaú, mas já chegou ao hospital sem vida.
O delegado Edmilson Bataier, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú, conta que as investigações sobre a autoria do homicídio levaram a polícia até Rosseto. Segundo o que foi apurado, ele mantém um relacionamento amoroso com a ex-mulher de Scalco, I.C.N., pivô do desentendimento que deu origem ao crime.
De acordo com a versão dada pelo acusado ao delegado, no dia 16 de outubro, por volta das 20h30, a vítima teria isso até a residência dele e, na sua ausência, agredido sua mulher, provavelmente por não se conformar com a separação. Assim que soube do fato, Rosseto teria se apoderado de um pedaço de pau e ido até o encontro de Scalco, que fugiu.
Ainda conforme versão do acusado, após a agressão, ele teria socorrido de moto sua mulher, que ficou bastante ferida, até o PS da Santa Casa. No caminho, eles teriam encontrado com a vítima, que passou a perseguir o casal. Rosseto contou ao titular da DIG que, por diversas vezes, Scalco tentou atropelá-los com seu carro.
Para escapar dele, o acusado teria até mesmo lançado a moto em direção à calçada. Em determinado momento, ele revela que sacou o revólver calibre 38 que carregava na cintura e efetuou três disparos em direção à vítima, fugindo em seguida.
Com a conclusão do inquérito, que será relatado ao Fórum do município, a Justiça deve decidir se o acusado vai aguardar o julgamento preso ou em liberdade.