? Risco da reeleição
A história republicana brasileira, em seu período pós-redemocratização, aponta por si só os episódios que confirmam os riscos do reaprendizado político do país. Além dos segundos mandatos serem, em geral, mais fracos que os primeiros, por várias razões - o que inclui "ampla acomodação e acordos para se manter no poder", prefeitos, governadores e até presidentes negociaram muito e foram afoitos para conquistar mais um mandato.
? Caneta do Palácio
Por aqui não é diferente. Rodrigo Agostinho não tem base política, não tem apreço pela boa articulação e não demonstra paciência com o jogo de xadrez da política. Mas recai, desde já, sobre sua caneta, a obrigação de ter de acalmar quem quer garantir a boquinha, apaziguar quem está louco por uma vaguinha e, o que é pior, consumir sem critérios a tinta da caneta que autoriza obras, contratos e serviços respaldados pela bonança no caixa.
? Papel do fiscalizador
Ou os vereadores, de todos os partidos, percebem, de vez, e enquanto é tempo, que a única forma de frear um pouco esta sanha é assumir, de fato, a obrigação de fiscalizar, indagar e apontar exageros, ou corremos o sério risco de tempestades. A sanha não está só na contratação desmedida, mas na falta de critério, na questionável oportunidade e conveniência e na corrida das urnas. Pode custar muito caro para todos!
? Eterna vigilância
O Poder Executivo se rende a pedidos de toda natureza. É a diretriz do empreendedor que não cumpriu sua parte, mas cobra o DAE para ter a instalação da tubulação que deveria ser sua obrigação, o projeto que passou na Seplan com "esquecimentos" em apontamentos e até o servidor que não quer enviar para a Câmara informações sobre aplicações financeiras do fundo de previdência. Se for listar, preenche várias colunas.
? Refazendo o toldo
Na terça-feira, um secretário afirmou ao JC, sem a menor cerimônia, que um projeto estava sendo contratado com reserva de verba cujo valor é 70% acima daquilo que ele mesmo disse ser necessário consumir para o serviço ser executado. O prefeito ouviu o caso e falou que ia verificar. Estamos aguardando ele retornar de mais uma viagem de quarta-feira a São Paulo para esclarecer. Outro dia, a administração barrou uma licitação no atacado de toldo depois que reclamaram que o valor estava acima do preço de varejo no mercado.
? Sobre hospedagem
Em relação ao número de diárias em hotel de Bauru consumido por cada uma das secretarias municipais, pelo qual a Semel ocupa a ?ponta do ranking?, com 1.133, de um total de 2.007 diárias, José Carlos Batata explica que elas foram utilizadas por atletas e dirigentes que vieram disputar diversas competições na cidade ao longo do ano. Entre elas, a Copa São Paulo de Basquete.
? Uma lista enorme
Acontece que o número de diárias da Semel é ainda maior do que as 1.133, pois a pasta ?emprestou? algumas de outras secretarias por ter ultrapassado sua cota, justamente em razão do recente evento esportivo, que não estava previsto no calendário do município, segundo Batata. O que esclarece o assunto, de fato, é apontar quem se hospedou e quando.