Fort Hood - O psiquiatra e major Nidal Hassan, acusado de matar a tiros 13 militares na base de Fort Hood, no Texas, vai enfrentar uma corte marcial e pode receber pena de morte caso seja considerado culpado.
Hasan, psiquiatra do Exército dos EUA, protagonizou um ataque armado no dia 5 de novembro de 2009. Ele entrou pela porta da frente do edifício médico da base; gritou "Allahu Akbar!", Deus é grande, em árabe; e abriu fogo contra os soldados que faziam exames preparatórios antes de viajar para áreas de conflito.
O major muçulmano atirou rapidamente e parou apenas para recarregar e não poupou os soldados que se escondiam sobre mesas ou corriam para fugir.
Hasan deveria seguir para o Afeganistão no mês seguinte ao ataque. Ele disse querer se vingar pelo assassinato de muçulmanos e, segundo autoridades americanas, têm ligação com o clérigo radical iemenita Anwar al Awlaki, suspeito de ter ligações com o grupo extremista Al Qaeda.
Os militares da base reagiram e Hasan foi paralisado da cintura para baixo durante a troca de tiros. Ele enfrenta 13 acusações de homicídio premeditado e outras 32 de tentativa de homicídio.