Na tarde de terça-feira, meu caminho cru-zou com o do cavalo Fuzil. Entregue à própria sorte, nas mãos de um homem brutal, doente e ignorante, não exitei em buscar socorro. Fuzil estava deitado em suas próprias fezes, totalmente "lavado", sem forças, com feridas nos lombos, magro e sem forças.
Os policiais que me atenderam foram de uma boa vontade tremenda, buscaram o pessoal do zoonoses e o tratador de cavalos Ataíde. Esta situação só foi mais uma das que ocorrem todos os dias em nossa cidade, mas nem a polícia, nem o zoonoses sabiam da existência ou me indicaram a Delegacia de Polícia de Crimes Ambientais, e que esta também cuidava de maus tratos de animais.
Fica aqui minha observação: a Emdurb não faz a lei municipal 11.213 ser cumprida, resta agora acreditar que realmente fora feita a autuação, multa e acompanhamento deste caso com a necessidade ou não da apreensão do animal, pois dois dias depois a carroça foi retirada do lugar. Pergunto eu: para ser tracionado por um animal ferido, doente e indefeso? Pobre Fuzil, que Deus seja seu juiz.
Flávia Franzoi