11 de julho de 2026
Internacional

Milhares vão às ruas do Egito pedir reformas rápidas após queda do ditador

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Cairo - Milhares de egípcios se reuniram ontem na praça Tahrir (Libertação), na Capital Cairo, para pedir mais reformas e mais sanções contra os dirigentes do antigo regime, cinco meses depois da queda do ditador Hosni Mubarak.

Na praça, que foi epicentro da revolta popular do começo do ano, foram instalados grandes palanques para os discursos dos líderes do movimento.

Manifestantes exibiam faixas com frases como "Nossa revolução continua" e "O povo pede o cumprimento das promessas da primavera árabe".

Em um ambiente de festa, homens, mulheres e várias famílias com crianças, segurando bandeiras egípcias e jornais para se proteger do sol escaldante na capital egípcia, compareceram à praça principal da cidade, onde os organizadores esperam reunir 1 milhão de pessoas.

Da mesma forma que em manifestações anteriores, para evitar incidentes, brigadas de voluntários registravam os cidadãos nos acessos à Tahrir, epicentro da revolução que em fevereiro passado derrubou o regime de Hosni Mubarak.

"Queremos liberdade, queremos que o Exército nos trate como pessoas, e não como animais", assinalou a manifestante Zeinab Farouk, professora de sharia (lei islâmica), usando um niqab, véu islâmico que cobre o corpo.

Para o jovem Khaled Abdullah, 28 anos, "não é aceitável que haja 10 mil civis que tenham sido julgados por tribunais militares". "Acho que, no Conselho Supremo das Forças Armadas, estão mais interessados neles mesmos do que no país. São responsáveis pelos maus-tratos de civis, não estão se comportando de forma transparente e não confio em suas intenções", assinalou Khaled.

Os manifestantes pedem a demissão de autoridades do antigo regime que permanecem no governo e na administração pública, sobretudo na polícia e governos locais.